O diagnóstico do Autismo

A história do diagnóstico de alguém com autismo é sempre muito diferente uma da outra. Dizem por aí que pode ser chamado de via crucis pois, na maioria das vezes, você terá que consultar alguns profissionais. No meu caso, tudo começou quando a Milena tinha apenas quatro meses. Como eu era mãe pela terceira vez, com uma larga experiência em cuidar de crianças e ainda cursava pedagogia na época, tive olhos para perceber que o desenvolvimento do meu bebê era mais lento.

Principalmente o olhar, era muito diferente e distante. Para que ela sorrisse para nós, tínhamos que fazer cócegas, sacudir, balançar e mesmo assim ela olhava rapidinho, sorria e desviava o olhar dos nossos olhos.

Eu estranhava muito quando ia amamentar, pois não tinha aquela troca gostosa que tinha entre mim e meus outros dois filhos. Milena não se aconchegava em meus braços e eu também achava que ela era meio alheia.

Ninguém me apoiava nesta época. Todos me apontavam o quão típica era minha filha e eu vivi alguns meses de muita angústia.

Consultas e rótulos

Quando falei pela primeira vez com nossa pediatra, hoje uma grande amiga, ela me disse que não havia ainda parâmetros para avaliar. Precisaria esperar um tempinho e ver se ela iria rolar, sentar, engatinhar, no tempo esperado. Sem esses marcadores do desenvolvimento eu teria mesmo que esperar. Esperar nunca foi o meu forte, imagina em se tratando da saúde do meu bebê! Foram muitas noites de insônia e muitas lágrimas no chuveiro.

A primeira avaliação foi da fisioterapeuta, que também se tornou uma grande amiga. Como ela tinha agenda aconteceu antes mesmo da neurologista, entre sete e oito meses e, sim, ela tinha um atraso motor e também tinha hipotonia. Depois foi a vez do oftalmo, que diagnosticou um estrabismo e receitou um tampão. E finalmente a neuropediatra, que me deu o diagnóstico de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID). Este rótulo quase me deixou maluca, pois agrupava algumas doenças bem sérias na época! Esta doutora nos encaminhou para um psicólogo especializado em Autismo que nos orientou muito bem. Apesar disso, lembrar desta fase até hoje me faz rever o quanto eu estava confusa e perdida!

Foi uma época muito dura, pois a gente não tinha a informação que se tem hoje sobre Autismo no Brasil e ouvíamos mais absurdos do que você pode imaginar. Foi um ano difícil. Até conseguir um laudo em que alguém assinasse afirmando o que minha filha tinha. Eu dormia achando que era Autismo e no outro dia tinha certeza de que não era… Nada em Milena parecia ter a ver com o que eu lia na internet.

Informação que faz a diferença

Após todos estes anos percebo que não precisava ser assim. A informação faz toda a diferença e que bom que consegui perceber isso e me informei o suficiente para fazer o melhor pela minha filha.

Este blog nasceu no início do ano de 2006 e foi justamente para compartilhar informações. Para que ninguém tivesse mais que dormir, ou melhor, não dormir com milhares de perguntas sem respostas. Na época já existiam alguns pais trocando informações, e depois muitos outros também surgiram. Sou feliz por fazer minha pequena contribuição.

A melhor definição da minha filha hoje em dia é: menina feliz. Espero que você consiga vislumbrar a felicidade possível ao me ler e que possa se sentir capaz de mover montanhas por alguém que no final vai precisar mesmo é de sua compreensão – e não pense que isso é pouco!

Seja bem vindo ao Mundo da Milena! Um lugar feito de amor, desafios e superação.

Ferramentas de avaliação

Como sabemos, não existe marcador biológico para o Autismo. Isso significa que não tem como detectar o Autismo através de um exame de laboratório (pelo menos não até agora). Para receber o diagnóstico de Autismo, uma pessoa precisa apresentar características e dificuldades que estão listadas em alguns instrumentos de avaliação. Quando uma pessoa comum lê a maioria destas listas fica com bastante dúvida sobre o que elas realmente querem dizer.

Existem dois grandes manuais, como se fossem um catálogo, que orientam os médicos no diagnóstico do autismo. Um deles é o Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (CID) e o outro é o Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM), da Associação de Psiquiatria Americana. Estas são as referências para os médicos no mundo todo.

Tem também alguns questionários que os profissionais chamam de instrumentos de avaliação. Eles trazem perguntas ou testes que devem ser feitos pelos profissionais para indicar, naquele momento, em que patamar de desenvolvimento a criança está ou como agrupar os seus déficits e atrasos para formar o diagnóstico.

Complicado, né?

Pois então, o diagnóstico do Autismo deveria ser multiprofissional ou, como dizem, multidisciplinar. A criança deveria ser vista por três ou quatro profissionais de diferentes áreas e seus pareceres, suas observações, encaminhadas a um médico (neuropediatra, psiquiatra infantil, pediatra do desenvolvimento) que “feche” (não gosto desta palavra aqui) o diagnóstico.

As avaliações que já foram usadas na minha filha ao longo destes anos:

DSM-IV, CID-10, ASQ, ABC, CARS, IDEA, TUKI, ESCALA DE AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIA, PEP-R.

Isso porque Milena foi sujeito de estudo de uma neuropsicóloga, uma excelente profissional, uma das muitas que tivemos a bênção de encontrar nessa jornada. O tema da pesquisa dela era o uso dos instrumentos de avaliação no autismo. Por isso apenas neste estudo Milena passou por seis avaliações. Ela também passou por uma avaliação no Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

MAS NÃO É NECESSÁRIO QUE SEU FILHO PASSE POR TUDO ISSO, OK?!

Se o seu filho passou, vai passar ou está passando por uma avaliação diagnóstica, com certeza o profissional deve ter usado os critérios de um desses manuais ou instrumentos que listei acima. E, na maioria das vezes, apenas um é necessário para se concluir se a criança está ou não dentro de um quadro de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), o atual nome desta síndrome.

Medo e culpa

Não tem jeito, cada um vai passar por isso de um jeito diferente. Porém, uma coisa todos os milhões de mães e pais que ao redor do mundo viveram este momento podem afirmar com certeza: é difícil demais.

Para mim foi um alívio, pois parecia naquele momento (só parecia) que era só eu quem via que havia alguma coisa de errada com minha filha. E como eu não sabia o que era, e a médica só falava em TID (Transtorno Invasivo do Desenvolvimento), eu tinha muito medo de ser algo degenerativo, como uma das doenças que este TID agrupava. Quando eu finalmente ouvi “sim, é Autismo” foi um alívio. Eu já sabia, na verdade, pela troca com outros pais.

Depois do alívio veio o medo. Não do que as pessoas iam dizer, não do que eu iria sofrer… Mas o medo de não dar conta. O medo de não ser suficiente, o medo de fazer escolhas erradas. Veio a culpa, não a culpa por não dar carinho (impossível no meu caso) mas a culpa por ter ficado ansiosa. A culpa por ter tomado remédio para dor de cabeça, por não dormir direito… A culpa por… sei lá, queria achar uma culpa para me agarrar.

Passou pouco tempo até que percebi que o medo e a culpa estavam sugando a minha energia e eu não podia me dar a esse luxo. Então deixei tudo isso de lado, parei de pensar no futuro e me concentrei no hoje da Milena. Não podia perder um minuto de tudo o que estava acontecendo.

Me libertei.

Um conforto

Eu acho que se você está neste momento, se você está vivendo a investigação de Autismo no seu filho ou acabou de receber o diagnóstico a minha palavra para você é:

Eu entendo você! Eu sei da angústia e do aperto no peito… Eu vejo as lágrimas no banheiro e a pressa em enxugar para ninguém ver.

Eu entendo sobre se fazer de forte sem nem mesmo acreditar nisso. Eu sei da angústia.

Também sei da perguntinha que ecoa: por que eu?

Eu te acolho no meu abraço e te aperto bem forte e eu choro um pouco com você. Mas eu te digo para sorrir.

Eu posso te dizer: calma.

E a dose mais poderosa de remédio vou te receitar agora:

De noite, vá sem ninguém te ver na beirada da cama em que sua criança dorme. Olhe para este quadro e sorria. Este ser que a vida te confiou vai fazer valer cada minuto. Elabore um belo quadro onde vocês dão risadas juntos e tenha certeza: isso vai acontecer.

Agora prepare-se. Seu mundo acaba de mudar, você é capaz de tudo. Acaba de se tornar a mais poderosa super mãe do mundo e vai encontrar uma força que jamais imaginava possuir.

Nós somos muitas. Ao invés de perguntar por que eu? Você vai concluir: também eu.

Seu mundo vai ter novos significados e novos valores e você vai, incontestavelmente, se tornar uma pessoa melhor. O que para a maioria das pessoas não passa de acontecimento comum, vai assumir um valor tão grande e te trazer alegrias tão intensas que você mal pode acreditar!

Não, nem tudo são flores, que pena! Mas é assim para todos. Vamos seguir plantando as sementes, um dia de cada vez.

Nota: Tenho alguns amigos com Autismo que são muito críticos com essa dor vivida pelos pais. Sim, existe um grupo grande de pessoas extremamente competentes e que tem Autismo e eles se sentem ofendidos quando nós os pais falamos do Autismo como transtorno, como doença e não deve ser fácil mesmo a gente imaginar ser um transtorno na vida de nossos pais. Eu espero que entendam, não se trata de você, não se trata de tudo de maravilhoso que nossos filhos significam para nós. A dor se refere à toda incerteza no Autismo, é sobre o autismo, não sobre a nossa sagrada e maravilhosa relação com o ser que amamos incondicionalmente.

Compreender para acolher

Pois bem, se você tem Autismo e está lendo isso quero que saiba que a dificuldade maior quando um pai recebe este diagnóstico é pensar que seu filho pode vir a ter uma vida de extrema dependência e ter que contar com pessoas de um mundo que ainda não sabe acolher as diferenças. Pensar que um filho pode vir a sofrer é muito doloroso para um pai, e logo na primeira infância não conseguimos dizer ao certo que grau de comprometimento o Autismo vai trazer.

Portanto, saiba que se você hoje pode ler e entender estas linhas significa que você conseguiu vencer muitas barreiras e você pode nos ajudar muito, explicando para nós o seu jeito de ver o mundo e nos fazendo ajudar nossos filhos a serem melhor compreendidos e se tornarem também.

Deixo registrado o meu desejo de que o diagnóstico de Autismo seja cada vez mais precoce e que nosso país acorde para oferecer as intervenções e aumentar as chances de que as pessoas com autismo sejam ainda mais independentes e felizes. Que cada vez mais a gente aceite as pessoas com autismo do jeito que elas são.

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73 Comentários em "O diagnóstico do Autismo"

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Maria
Visitante

Muito feliz por ver seu depoimento em um momento tão cheio de dúvidas, medo e dor, apesar de todo o amor que dedico a minha filha. Estou notando sintomas, comecei a fase de muitos médicos e exames. Você tem facebook? Gostaria de tirar algumas dúvidas . Obrigada e que deus os abençoe

Daniela
Visitante

Li seu depoimento com tanta dor… Não tô conseguindo entender exatamente o que está acontecendo… parece que meu mundo caiu… Não sei quem procurar… O diagnóstico que me foi passado foi baseado num relatório da psicopedadoga da escola… Não teve uma investigação, e a forma que me foi dado a notícia por telefone, de uma forma tão cruel… Gostaria de pedir ajuda para vocês, estou muito perdida… devo procurar uma segunda opinião?

Michelle
Visitante

Cristina, tudo bem? Sou mãe do Cauã e gostaria do seu e-mail para contato. Meu filho foi diagnosticado com TEA, ele tem dois anos e meio e apesar da imensa dificuldade de acreditar (é recente, ainda não consegui um segundo diagnóstico), estou estudando, procurando terapias e orando sem cessar! Se o laudo se confirmar gostaria da sua ajuda, se não, gostaria de ajudar!
Me envie um e-mail para conversarmos, por favor!!!
Com carinho
Mi

Ilia
Visitante

Olá, gostei muito do seu texto. Obrigada por compartilhar tantas informações e ajudar os pais com filhos no tea. Beijos

Tatiane Santos
Visitante

Olá! Acabei de receber o diagnóstico de meu filho que tem Asperger e me senti despida de alma com seu texto.
Eu sempre achei que meu filho tinha um desenvolvimento diferente e ninguém acreditava no meu olhar.
Obrigada por compartilhar sua história!

Costurando Nuvens
Visitante
Ler seu texto me relembrou de todo o período de angustia ao ver cada avaliação do meu filho se transformar em um milhão de dúvidas e medos, dá medo ser mãe de um autista, dá medo, muito medo, não saber o que futuro reserva pro ser mais precioso que pude gerar na vida. Mas com o tempo o medo se transformou em amor, um amor ainda maior, um amor ainda mais forte, ao invés de me enfraquecer se transformou em força motriz pra me erguer, pra lutar, pra fazer até mesmo o impossível para que ele seja feliz. Pra que… Leia mais »
Daniela
Visitante

Acabei de ler o seu texto, estou muito tocada. E passando por um momento muito difícil. Vi que vc deixou seu e-mail num comentário e tomei a liberdade de te mandar uma mensagem… Estou precisando muito conversar com alguém que me entenda.

Fabiana
Visitante

Ola!! Lindo texto, me emocionei e chorei…
Recebi o diagnóstico faz meio ano, no começo relutei e não quis aceitar que aquilo estava acontecendo, meu maior medo é do meu filho sofrer, e se eu não der conta como mãe, e se eu não conseguir ajudar e preparar ele para vida, esses são os maiores medos…
Mas aos poucos fui aceitando, e hoje estamos vivendo um dia de cada vez, pois nada mudou, o amor continua, a vida continua…
É bom termos outras mães com quem possamos desabafar, e trocar experiências..
Bjos

Débora
Visitante

Fiquei profundamente emocionada, tradução do meu pensar e sentir em linhas tão precisas! Obrigada!

Josy alves
Visitante
Ola !!!que lindo texto desde já a agradeço realmente me senti abraçada ! Seu relato tem um pouco a ver com o que estou passando no meu caso sou mãe de gémeos um casal e estão com quase três anos, E percebo que meus filhos têm alguns atrasos ,mas o menino tem algumas atitudes bem diferentes que me preocupava desde os 1 ano e 5 meses que parou de dar tchau , jogar bjs e foi se distanciando dos meus carinhos parecia que não gostava , corria muito chorava muito e fazia muitas birras … Procurei um neuro depois de… Leia mais »
adriana saraiva
Visitante

obrigada …vc n faz ideia do poder q suas palavras tem…nunca nos abandone precisamos de vc.Adriana mae do pequeno Enzo 4 anos autista.

Mariana zancaner
Visitante
Meu filho Pedro 2 anos e 4 meses está no espectro, esse texto fala tudo exatamente assim q tem q ser, chorei muito, doeu muito comparar meu filho com outras crianças, as dúvidas será q vai casar, fazer faculdade ou até mesmo se alfabetizar me assombra, depois de uns meses q recebi o TEA, estou começando a me levantar dos destroços e entender oq está acontecendo, meu amor é tão grande q dói é um amor de mãe vcs me entendem né, mas muito bom saber q vamos sim ser felizes com nossos anjinhos azuis, bjss Fausta vc ajuda muito.… Leia mais »
Denise
Visitante

Olá, nossa q texto lindo, principalmente na hora em q diz exatamente como nos sentimos, estou em fase de hipótese diagnóstica para meu filho, dias de desespero, incerteza, sensação de pisar em ovos, gostaria muito de conversar com VC sobre oq se passa comigo, as vezes tenho a sensação de q estou morrendo por dentro, se tem uma palavra q define muito bem o tea é a incerteza, q vc explicitou muito bem nesse texto. Bjos e obrigada.

enirleide fonseca souza
Visitante
fiquei aqui lendo seu texto sou mae de Esther ela e uma menina diferente pra mim ela e autista pelo seu atraso em sua linguagem …e seu jeito de se comportar ….ela entrou agora na escolinha publica e ja visei pras professoras o caso dela mas elas disseram q Esther e normal e acha q ela falara logo …confesso que Esther fiocu mais esperta sim ..ela tem dois anos e sete meses fala algumas palavras ela nao foi diagnosticada ainda com TEA mas eu meu esposo estamos estamos passando ela no pediatra e ela diz q Esther esta nova ainda… Leia mais »
Michelle
Visitante

Oi, Fausta!
Estou muito emocionada lendo o seu lindo texto! Sou mãe de três filhos amados! O caçula, Pedro, tem 1 ano e 9 meses. Há dois meses tenho, angustiadamente, sentido que há algo de diferente com ele! A primeira angústia foi dele não falar, mas pensei que fosse preguiça ou algo do tipo. Mas aos poucos ele foi parando de fazer coisas como dar Tchau e mandar Beijos. Procurei um fono que pediu vários exames relacionados à audição e fala. Estou na procura de um neuro. Estou com muito medo. Gostaria de trocar alguma informação.
Obrigada.

Kelly Cristina Barros da Rocha
Visitante
Kelly Cristina Barros da Rocha

Sei q vc passou por essa aflição q a maioria das mães observadoras passam E mais difícil quando só vc acha e psiquiatra n fala a sua língua e acredita q seu filho tem e transtorno de anciedade

Raquel Nunes
Visitante
Olá Faustina! Tenho um bebê de onze meses e noto nele os sintomas desde os dez meses. É como se de um dia para o outro ele tivesse acordado diferente. Levei ele na terapeuta ocupacional e ela me disse que ele é normal, faz a troca de olhares, mas nós mãe sentimos. Meu bebê não faz mais contato visual ao mamar, aos oito meses falou mamãe, papai e vó e agora só grita. Não dá mais tchau, nem bate palminha e manda beijo. Pego no colo e e ele desvia o olhar. Eu já tenho certeza, o mais difícil é… Leia mais »
Elisa
Visitante

Oi… Hoje eu me encontrei lendo tudo isso… o medo do desconhecido, as incertezas, como será o futuro? Chorei muito!!!! Leio.. leio… leio… Minha filha está com 3 anos e ja foi na neuropediatra, faz acompanhamento com a fono e ainda não tem um “diagnóstico” … atraso na fala é pouca interação(o que está mudando), pouco corresponde, porém está sempre feliz! Obrigada por dividir tua experiência!

DANIELA SANTOS ALMEIDA
Visitante

Olá Fausta, gosto muito do seu blog tem me ajudado muito desde que meu filho foi diagnosticado com autismo.Ele tem 4 anos, é uma criança alegre, sorridente e é essa força que ele me passa que tem me ajudado a trilhar nessa longa caminhada.

Renata Vieira
Visitante
Ola fausta, Minha filha foi diagnosticada à 1 ano atras. Muito difícil. Me vi em suas palavras. Às vezes bate um desespero e choro. Moramos no Canadá. Fernanda é uma menina feliz. Teve todo desenvolvimento normal, apenas a fala que nos fez levá-la a um especialista. O primeiro que desconfiou foi meu irmão. Ela estava com 1,5 ano e ele disse p levá-la ao médico, porque ela tinha um olhar que não olhava, na verdade parecia que nos atravessava. Hoje achei seu blog, pois estava muito triste. Queria poder acordar disto tudo. Tenho medo de ter outro filho e será… Leia mais »
Juciane Rocha
Visitante
Olá Fausta, Tenho uma filha de 1 ano e 1 mês com características do TEA mas ainda sem diagnóstico. Ela está com hipotonia e dificuldade de ganhar peso. Pesa 6.500kg. Já Passei por vários pediatras e agora estamos iniciando o acompanhamento pelo Hospital Sarah. Ainda estou na face do choro e da culpa e me sentindo sozinha. Meu esposo não gosta de falar no assunto e minha família ou me culpa por ela não está desenvolvendo direito ou simplesmente nega o problema. O pior para mim é não ter uma pediatra especializada em TEA para me orientar e tenho encontrado… Leia mais »
Sabrina
Visitante

Falar de via crucis, estou nessa já fazem 6 meses, e ainda em fase de avaliações. Não é facil né

Michelle Ciambarella
Visitante
Olá, Fausta! Lendo seu depoimento, me vi em todos os momentos. Sou mãe de dois meninos lindos: um de 10 anos e meu pequeno Marcelo de 2 anos. Desde os 6 meses comecei a perceber atrasos em marcos de desenvolvimento e assim como você, levantava esse assunto com familiares e pediatra, que me diziam ser muito precoce qualquer diagnóstico. Mas a gente é mãe e sente, sabe. Esta semana tomei coragem e marquei uma consulta com neuropediatra. Acho que perdi tempo… culpa… ela aparecendo. O choro no banheiro, as perguntas de por quê?… tudo isso vem diariamente. Agradeço imensamente seus… Leia mais »
Márcia Dias
Visitante

Oi, Cris! Só tenho que lhe agradecer por seu carinho e por seu acolhimento. ainda não tenho o diagnóstico. Estamos na fase de busca. Mas você tem razão, olhar meu Bernardo na cama dormindo é um momento maravilhoso e único. Seu texto é tocante. Muito obrigada mesmo. Se eu precisar conversar vou lhe procurar. Sou Márcia, mãe do pequeno Bernardo de 2 anos e 4 meses. Bjs!

Eliz
Visitante
Olá! Estou vivendo aquele dia que mãe não quer que chegue nunca, ouvi a neuropediatra dizer que seu filho possui muitos sinais de espectro autista. Hoje minha noite parece que vai ser longa…comecei a buscar um pouco mais sobre o assunto(já havia lido algumas coisas, pois já suspeitavámos), mas hoje acabei por cair aqui. Certo que vou fuçar tudo que encontrar nesse espaço e buscar mais sobre. Esse depoimento, embora seja de alguns anos atrás, me confortou muito e alentou um pouco meu coração que está cheio de medo, angústia, preocupação. Me vejo uma interrogação ambulante. Caiu um concreto na… Leia mais »
renata
Visitante

Impressionante como lendo seu texto vi minha historia tb percebi quando meu menino tinha 4 meses algo diferente ainda estamos na luta do diagnostico mas ja começamos a muito tempo as intervenções!

Aline
Visitante
Oi Fausta! Achei lindo o seu texto, é exatamente como me sinto… minha filha tem 1 ano e 11 meses e hoje levei na fonaudiologa, que a observou e disse que ela tem muitos sinais de TEA. Cheguei em casa aos prantos e desde então estou buscando informações na internet e identificando minha filha nos diagnósticos. Agora estava me sentindo muito sozinha e resolvi procurar pessoas que tivessem passado pelas mesmas emoções e encontrei seu texto. Li todos os comentários e gostaria de saber se você ou alguém que comentou o texto tem um grupo de whatsapp para conversar sobre… Leia mais »
Luize
Visitante
Estou buscando diagnóstico para meu bebê, ele tem 1ano e 7meses completou ontem dia 5 , já marquei consulta com a neuropediatra, estou na via crucis a pediatra fala que está tudo bem, levei em um neuropscicologo que falou que ainda é muito novo, mas que não via sinais de autismo , parece que só eu consigo enxergar que não está tudo bem, todos a minha volta acham que estou ficando neurótica, minha vida ta um caos meu casamento está por fio, já não me alimento direito, quase não consigo dormir por ficar pesquisando as madrugadas na internet, não tenho… Leia mais »
HACV
Visitante
Oi, Fausta. Estou muito aflita… Minha filha acabou de completar 9 meses. É uma criança linda, adorável. Tem me assutado muito o fato dela não responder quando eu a chamo. Isso é intermitente. Tem horas que responde, horas que não. Sou doutora em psicologia… Faço avaliação de crianças com autismo, mas apenas acima de 3 anos e quase sempre elas já vem com o diagnóstico. Então não tenho muita experiência com sinais precoces de autismo. E é minha primeira filha. Estou naquela angústia de: estou vendo coisas ou é algo alarmante? Perguntei a pediatra e ela discordou pq ela tem… Leia mais »
Eliana Cristina Gallo-Penna
Visitante

Olá, Cristina!
Sua experiência e blog são riquíssimos! Obrigada por compartilhar!
Sou Eliana, tenho acompanhado você e tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, no ciclo de palestras do Instituto Autismo e Vida, aqui em Porto Alegre, no mês de agosto. Enviei para seu email, um pedido especial. Dentro de suas possibilidades, gostaria muito de sua ajuda.

Tatiana Andriewiski
Visitante
Cristina, muito bom ler seus relatos e todo o blog do MUNDO DA MI. Já tem 4 anos que recebi o primeiro diagnóstico do João, também dentro do TEA e desde então estou nesta caminhada de novos diagnósticos, evoluções, tratamentos, desafios, frustrações e conquistas. Porém só agora começo a sentir a sensação de conforto e aceitação. Hoje me preocupo mais com a sua felicidade e seu bem estar do que realmente com seus rótulos e estigmas de um diagnósticos. A partir desta idéia estou desenvolvendo um projeto aonde pais possam trocar experiências e vivências . Em breve meu site estará… Leia mais »
Mariana
Visitante
Boa tarde querida, meu filho com 1 ano e 7 meses não falava e não repetia quase nada, levei numa psicóloga e ela deu o diagnóstico de autismo, comecei as terapias , inclusive a ABA, eu olhava meu filho é só via atraso de fala, ele não tem comportamento repetitivo, tem contato visual e interagem bem com as crianças, levei ele na melhor neuropediatra em Salvador-BA, da área de autismo , e wm afastou por completo o diagnóstico, e fez um relatório para a psicóloga justificando seu comportamento neurotipico, em Janeiro volto na psicóloga para mostrar, vc ja viu casos… Leia mais »