A verdade sobre o autismo

Uma das coisas que eu mais combato quando o assunto é autismo é a tal verdade absoluta. Quando alguém chega me dizendo: “autista faz tal coisa”, “autista não faz isso”, “tal remédio sempre funciona”, “tal terapia é que resolve”, “todo autista gosta de rotina”, “autista é carinhoso”, “autista não é carinhoso” e coisas deste tipo eu me distancio logo, pois não vou convencer ninguém de algo que só o tempo e a convivência com estas pessoas me ensinaram.

A meu ver, estas afirmações buscam uniformizar, colocar toda pessoa com autismo dentro de uma caixa com um rótulo… e não é assim gente! Cada pessoa com autismo é única!!!

O autismo é um transtorno do desenvolvimento e traz comprometimentos diferentes e que combinam com a personalidade desta criança, desta pessoa e resultam em algo totalmente particular. Tem autista tímido, tem autista chato, tem autista meigo e junto com isso tem também dificuldades que são comuns, mas que não são regras absolutas.

É mesmo muito complicado entender, pois uma parte é igual ou melhor comum, mas que combinado faz tudo ficar diferente. Ou seja, há um tronco comum de características, mas muitas vezes a criança apresenta uma característica e deixa de apresentar outras cinco…

Aí você vê pessoas querendo comparar a sua criança com outra… familiares que tem um pé na negação e que vão achar que sabe tudo de autismo quando encontram aquela clássica lista:

Slide2

Por isso nestes anos de blog eu tenho insistido nisso pois com a Milena eu fiquei relutando por muito tempo justamente por encontrar este tipo de lista de Sinais de Autismo que circulam por aí…minha filha não se encaixava naquilo gente!!! Ela não girava objetos, não colocava em fila, ela não se balançava e o mais importante ela era muito carinhosa. Naquela época eu não conseguia ainda identificar que ela tinha problemas com rotinas e muitos outros sinais só apareceram com o tempo. Ela era um bebê com menos de um ano e nada na internet me falava sobre autismo em bebês e à medida que ela crescia eu mais tinha certeza do autismo, a única coisa que me impedia de afirmar e cobrar dos médicos um diagnostico com mais firmeza era justamente, estas listas de sintomas que eu achava serem cem por cento exatas.

Já depois do diagnóstico, a luta foi lidar com os muitos doutores e muitos donos da verdade. Como para escolher terapias pro exemplo, é difícil quando uma mãe tem que escolher entre o que ela pode pagar, o que tem disponível onde ela mora e ainda lidar com pessoas dizendo que a melhor terapia do mundo é a tal XXX e que você não tem acesso e fica morrendo de culpa por isso…

E você também vai duvidar até mesmo da sua fé, pois o que não vai faltar é gente de dizendo que seu filho só tem salvação se você rezar tal oração ou que tudo o que você precisa é fortalecer a sua fé. “Com fé em Deus minha filha, isso vai passar”, mas acontece que “isso” não passa…

Estas coisas de certa forma me trouxeram muito mais sofrimento do que o autismo em si. Mas não parava por aí, pois a gente ainda encontra  um familiar para te legitimar a sua incompetência dizendo: “mas eu conheço uma criança que quase se recuperou fazendo tal coisa… por que você não tenta?” ou “você precisa ser mais firme com ela, não é porque ela é doentinha que você tem que mimar”… Ou ainda: “se essa menina ficasse comigo, ela seria outra criança”.

Pois é, nas avaliações e julgamentos do mundo, não se considera um fator fundamental: estamos fazemos o que podemos e dando o nosso melhor, comentários assim nos dizem muito mais sobre solidão do que sobre apoio.

Alguém pode até interpretar isso como um drama desnecessário, mas a gente tem que lidar com tanto desafio que todo apoio é extremamente bem vindo, mas às vezes o que precisamos é apenas uma mão no ombro e o olhar de quem entende que estamos fazendo tudo o que conseguimos fazer.

A nossa cultura e nossa natureza nos empurram para a comparação, mas se você é um familiar que teve a vida tocada pelo autismo, busque mudar este jeito de pensar. O autismo é complexo e é justamente por isso que é dificílimo fazer pesquisa com estes indivíduos. Nem o projeto genoma teve muito êxito, pois não se chega a um padrão. O que dá certo para um grupo é um fracasso para outro, os dados levantados são desiguais, as respostas são diferentes. Quem somos nós então, para querer colocar tudo mundo em fila e comparar? Quem é o estranho para dizer o que é melhor para o SEU filho ou filha?

JPEG image-B916B2F06F04-1

Como comparar você a qualquer outra pessoa?

Por isso preserve sua sanidade, você precisa dela. Preserve seu bom astral, ele é fundamental para o sucesso de qualquer caminho que você escolher. Olhe a criança, compare ela com ela mesma, o que esta criança está ganhando, o que ela tem apresentado de progressos e isso precisa te bastar.

E quando você ler ou ouvir alguém chorando e lamentando o fato de filho ter autismo, você pode se solidarizar, você pode se identificar, pode e deve direcionar palavras de consolo e sua torcida por dias melhores para aquela pessoa. Mas nunca, traga a dor do outro para sua casa, nunca se identifique achando que você também vai viver fases assim. Projete para si e para seu filho um futuro feliz e é esta a meta que você deve acreditar. Do contrário você pode se perder um tempo precioso entre lágrimas e medo.

As dificuldades estão aí para todo mundo. Dias difíceis não são exclusivos do autismo, incerteza do sucesso de filho é regra e não exceção. Respira e segue na certeza de que a gente só colhe o que plantar. Brinque muito e invista tempo de chão junto a seu filho, conheça cada olhar que ele dá, leia cada comportamento e ensine, ensine e ensine… Tenha uma boa dose de aceitação diária e um tanto bom de inconformismo e com isto você e eu, a Milena e seu filho (ou aluno, ou familiar) vamos superar dificuldades e sorrir mais. Ninguém pode afirmar que é fácil, mas com toda a certeza, é possível e no momento essa é a única verdade por aqui.

Post Anterior Próximo Post

Você também pode gostar

49 Comentários

  • Responder Ânara 15 de março de 2016 at 16:07

    Você é sempre tão sensata e tão doce. Adoro ler seus posts, são de uma lucidez incrível, mas com leveza!

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:28

      Ânara atribuo isso ao coração de quem acolhe minhas palavras :] Obrigada a você por me ver com este olhar, que seja assim leve com todo o resto :] Um abraço carinhoso e obrigada!!!

  • Responder Aldileide.ramos@hotmail.com 15 de março de 2016 at 17:36

    Muito edpecial edsas palavras falam tudo dr todos envolvidos com autismo.obrigada…

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:32

      Oi Aldileide que bom saber que você gostou!
      Muito obrigada e mais ainda por ter registrado o seu comentário.
      Um abraço carinhoso a você!

  • Responder SIMONE SANTOS OLIVEIRA GUEDES PEREIRA 15 de março de 2016 at 17:52

    O que você escreveu foi o alento que eu precisava. Meu filho sorri, é carinhoso e as vezes olha nos meus olhos. Eu agora me importo com ele e ignoro as opiniões que não acrescentam nada, pois só eu sei o tanto que faço por ele.

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:36

      Oi Simone!

      É isso mesmo, a gente é quem sabe. Na verdade a gente não consegue ficar totalmente imune aos comentários né?! A gente tenta mas acaba se incomodando quando acontece… pelo menos eu sou assim, fico triste, magoada mas depois eu elaboro melhor, lembro que eu também já joguei muito as outras mães antes de ter a Milena e aí eu esqueço e foco na Milena.
      Espero que seu filho aumente esse tempo de olhar, espero também que ele aprenda muito e conquiste muitas habilidades.
      Um abraço carinhoso e muito obrigada por comentar :]

  • Responder Neusa Almeida 15 de março de 2016 at 18:03

    O que dizer de um texto com tão bom conteúdo é tanta sensatez e sensibilidade que só posso trazer muito de tudo isso como aprendizado, bjs abraço cheio de amor pra vcs

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:37

      Obrigada amiga!
      Seu apoio é muito, muito bom!!! A admiração e o aprendizado é mútuo pode ter certeza.
      Um beijo grande :]

  • Responder Isolda Herculano 15 de março de 2016 at 22:17

    Fausta, perfeito como sempre, a cada dia mais me convenço que não existe autismo, são AUTISMOS.

    Beijos, querida.

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:27

      É mesmo Isolda! Ouvi isso a alguns anos em um curso e achei perfeito.
      Que pena que ainda tem tantos comentários e tanta convicção de que o que vale para um vale para todos… principalmente as criticas, o que me deixa triste pois a gente realmente precisa ser mais inclusivo com as diferenças, isso significa pensamentos e posturas diferentes também não é?
      Beijo, obrigada mais uma vez!

  • Responder Luzia Versuti 16 de março de 2016 at 13:42

    Oi Fausta,seus posts vem na hora exata em que preciso deixar os comentarios alheios fora da minha vida! Tipo” mude de religiao e a sua filha sera curada”beijoss

    • Responder faustacristina 16 de março de 2016 at 17:14

      Oi amiga!

      Que coisa não é? Eu tenho um imenso respeito pela fé e pela escolha religiosa de cada um, mas é difícil quando as pessoas desmerecem a fé do outro e a supremacia da justiça de Deus… Há autistas em todas as religiões… desnecessário dizer né?
      Mas a gente tem uma longa experiência em desligar o botão nestas horas não é?
      Um abraço grande! Obrigada por estar aqui :]

  • Responder Sandra Mourão 16 de março de 2016 at 14:42

    Querida Fausta, meu filho tem 1 ano e 9 e meses e ainda não tem diagnóstico fechado. Agora estamos investigando o transtorno do comportamento auditivo, que é o que a fono e a psicóloga acreditam que seja o problema dele. Há mais ou menos 7 meses estou lutando e correndo atrás, pois ninguém, além de mim, nunca suspeitou qualquer problema no meu filho. Adoro suas postagens, gostaria de poder trocar algumas idéias com você. Um grande abraço.

    • Responder faustacristina 16 de março de 2016 at 17:11

      Oi Sandra
      Que difícil deve ser para você viver esta incerteza! Eu vivi momentos assim como descrevi na parte que fala do diagnostico e não foi nada fácil!
      Espero que você encontrem as respostas e que seu filho consiga evoluir muito. Claro que terei o maior prazer em conversar contigo. Meu email está na aba QUEM SOU.
      Um abraço, aguardo seu contato.

  • Responder Márcia Lino Pacheco 16 de março de 2016 at 17:25

    Parabéns pelo comentário, Sou mãe de um autista e pedagoga, trabalho em orientar professores a trabalhar com crianças em sala de aula, e sempre coloco em minhas palestras. Trabalhe com a equidade de seus alunos, e não com a homogeneidade, pois cada um tem suas singularidades ao se desenvolver. Meu filho não gira, adora tirar fotos, é carinhoso mas tem momentos de agressividades, adora bebês e é muito beijoqueiro. Abraços, com muitas bençãos, alegrias e paz….

    • Responder faustacristina 16 de março de 2016 at 19:06

      Obrigada Márcia!

      Que belo trabalho! Que você siga fazendo isso e contribuindo para que as pessoas consigam receber estas crianças diferentes como toda criança é. Feliz demais por receber sua visita e seu comentário.
      Volte mais vezes, estarei na super torcida por você como profissional e como mãe!
      Beijo!

  • Responder Diele 16 de março de 2016 at 17:49

    Muito bom o texto!!!Q cada pessoa viva a sua realidade!!!Sou muito feliz c meu filho Luiz Gabriel!!!Nao trocaria ele por nada nesse mundo!!!Autista,Artista ,sapeca e a crianca mais amada desse mundo!!!

    • Responder faustacristina 16 de março de 2016 at 19:07

      Que delicia deve ser esse Luiz Gabriel, assim tão bem aceito e tão amado!
      Obrigada Diele pela visita e pelo comentário :]
      Um abraço e um beijinho no sapeca por mim!

  • Responder Michelle Moraes 16 de março de 2016 at 18:58

    Mais uma reflexão sobre a “verdade absoluta” que você, Cris, me ajudou a fazer. Quando eu cheguei até você, completamente desorientada, totalmente apavorada; notei que você com toda a sua sabedoria, fez o que pôde para me acalmar e me ajudar. Mas nas suas palavras vi claramente que você não permite que os conflitos dos outros te interfiram negativamente. E conforme você foi me ajudando, notei que mais do que você, eu mesma fui me ajudando e com isso ajudando meu lindo Cauãzinho.
    Que você reflita no mundo essa sua visão tão linda e que as pessoas não enxerguem nada como verdades extremas.
    Um abraço enorme com nossos agradecimentos por essa escrita tão bela! <3

    • Responder faustacristina 16 de março de 2016 at 19:10

      Querida Michelle nem sei o que dizer.

      Você me honra com suas palavras e com sua gentileza, mas é tão fácil a gente falar com quem quer ouvir e mais, falar com quem tem tudo tão bem elaborado dentro de si… no fim, as respostas estão todas morando dentro da gente, o que vemos no mundo vai refletindo o interno e a medida que nos organizamos, o mundo se organiza também. Acho que só conversar abre estes caminhos de atendimento e faz a mágica acontecer.
      Sigo na torcida por um amanha cada vez melhor para vocês e no que eu puder contribuir, tô aqui :]
      Beijo e obrigada!

  • Responder José Teixeira 17 de março de 2016 at 00:49

    Olá eu chamo-me José Luís A Teixeira e antes de mais queria dizer que gostei muitissimo deste pequeno artigo.
    Concordo com tudo aquilo que escreve e está muito bem escrito. Falar desta temática não é fácil mas falar dela de forma simples e emotiva desta forma é fantástico. Para já era isto que gostaria de dizer embora tenha a intenção de me manter sempre atento a este espaço cuja temática tanto me diz. Obrigado.

    • Responder faustacristina 19 de março de 2016 at 21:42

      Oi José!
      Este agradeço também por ler, por deixar seu comentário e também pelo elogio. Vou ficar imensamente feliz com sua presença.
      Um abraço fraterno!

  • Responder Ligia Espinha 17 de março de 2016 at 01:43

    Amor verdadeiro é assim … viver todos os dias,acreditando que sempre vale a pena,dar tudo o que seu coraçao tem por alguem,como e o caso desta mae maravilhosa e de muitas mães que têm filhos com autismo e casos de cancro!!! Quando realmente o ser humano deixa o Amor fluir há extraordinários casos…estou bastante sensibilizada!!! Um abraço enorme a todos os que se empenham em causas humanitarias!!!

    • Responder faustacristina 19 de março de 2016 at 21:50

      Oi Ligia
      Obrigada pelo seu comentário. Acho muito gratificante quando alguém me lendo, sente a minha emoção. Ficou muito feliz quando consigo me fazer entender e você tem toda razão. A gente sabe que amor não é só sentir, é agir, é transformar e transformar-se então realmente o amor opera verdadeiros milagres e na nossa casa a gente tem milagres diários :] Um abraço querida!

  • Responder Ana Karolina Rêgo 17 de março de 2016 at 12:55

    Parabéns pelo texto Fausta! Saiba que suas palavras ajudam muitos pais e familiares a prosseguirem na luta diária e com esperança. Ler depoimentos feito o seu me enche de força e garra para lutar e ajudar a minha filha Rafa a se desenvolver e conquistar seu espaço no mundo em que vivemos. Acho muito importante o trabalho que você desenvolve em divulgar informações de forma sensata e pregar o afeto e o amor acima de tudo. É muito recompensador quando vemos que nossa dedicação aos nossos filhos traz resultados. Continue transmitindo sempre essa luz como você faz através do Blog! A propósito, Milena é LINDA!

    • Responder faustacristina 19 de março de 2016 at 21:52

      Oi Ana Karolina

      Que tocante o seu comentário! Muito, muito obrigada!
      Espero realmente conseguir continuar me inspirando e compartilhando o que vivemos aqui. Retornos como o seu são motivadores! Que sua Rafa te traga grandes alegrias e que ela conquiste muita independência e autonomia. Acho que é tudo que queremos não é?
      Um abraço, cheio de gratidão!

  • Responder Andrea 17 de março de 2016 at 22:55

    Um dos melhores textos que já li nesses meus dois anos de busca sobre o assunto!! Suspeitamos de que algo estava errado com meu filho desde 5 meses de idade mas só chegamos num neuropediatra qdo ele tinha 1 ano e 4 meses, por conta própria, pois pra pediatra tudo estava normal. Desde então seguimos com suspeita de TEA. Obrigada por compartilhar!! ☺

    • Responder faustacristina 19 de março de 2016 at 21:55

      Oi Andrea

      Sinto muito que tenham passado por esta longa espera e indefinição. É uma agonia muito grande não saber o que há!!! Espero que seu pequenininho se desenvolva muito bem, que você consiga estimular, compreender e ajudar. Se você já corre tanto atras de informação e tem toda esta sensatez de ver o que muitas pessoas insistem em não enxergar, acho que você já está na vantagem.
      Conte comigo se quiser, se eu puder contribuir será fantástico!
      Um abraço!

  • Responder Luciana 21 de março de 2016 at 11:24

    Oi Fausta! Esse texto caiu como uma luva para o meu momento. Minha pequena foi diagnosticada há menos de quatro meses, no dia seguinte do seu aniversário de dois anos. Ainda tenho um pé na negação justamente porque ela não se enquadra na tal da lista. Passei pelo sentimento de culpa quando recebi a incumbência de levá-la a cinco tipos de terapias diferentes já que “o momento é agora que o cérebro dela é elástico”…. e como fazer se estava desempregada? Pensava, “meu Deus, minha filha vai babar com 30 anos porque não tive grana para pagar as terapias quando ela tinha 2!”. outro ponto que me identifiquei foi com a necessidade da mãe manter o alto astral. Concordo plenamente e essa convicção me fez sair dos grupos de pais de autistas onde só encontrei pessoas amarguradas e pesadas (com razão, tá? compreendo o porque de estarem assim), mas eu não quero ser desse jeito. Ainda não encontrei a leveza que considero ideal, para ser sincera ainda não sei quando voltarei a ser feliz mas é o que busco. Obrigada pelo texto!

    • Responder faustacristina 21 de março de 2016 at 21:50

      Me sinto muito gratificada Luciana em saber que neste momento tão especial na sua vida e na vida da sua filha, você tenha de alguma forma encontrado alguma identidade no que eu escrevi.
      Desejo que sua jornada seja live sim, você faz bem em se afastar das fontes de angustia, faz bem em cuidar do seu interno.
      Vou ficar aqui torcendo para que em breve você venha me deixar outra mensagem me dizendo dos progressos e das conquistas da sua pequena.
      Recebe meu abraço cheio de carinho!

  • Responder Cíntia Vargas Antunes 24 de março de 2016 at 22:16

    Nossa que palavras sensatas e verdadeiras tudo o que precisava ouvir .
    .. muito obrigada!

    • Responder faustacristina 31 de março de 2016 at 22:32

      Fico muito, muito feliz de ter encontrado o caminho da tua necessidade Cintia! TE agradeço imensamente por comentar e me motivar :]
      Um abraço fraterno e carinhoso!

  • Responder Rosemary da Silva 25 de março de 2016 at 19:50

    Olá,,eu também tenho um filho autista de 20 anos,,sempre digo que ele é o bem mais precioso que Deus me deu. Hoje ele mora com o pai, eu e o pai dele nos separamos porque eu tomava conta dele sozinha ( o pai trabalhava em outra cidade) e ele era muito agressivo, tenho marcas no corpo até hoje. A agressividade dele se dava por conta da ausência do pai, pois ele é louco por ele e eu acredito que o Cristiano culpava a mim pela falta dele, ele ficava horas, dias no portão e quando via que o pai não chegava me agredia, foi ficando uma situação muito difícil, acabamos nos separando e eu tive que entrega-lo ao pai, pois eles se adoram, dormem juntos fazem tudo junto, eu tive que aceitar porque era o melhor pra ele, nos falamos sempre pelo telefone e algumas vezes o pai o traz para que eu o veja, gostaria que fosse diferente, pois como já disse ele é a minha vida, mas ele se sente melhor com o pai, e eu não fico mais triste por que ele cuida muito bem dele, oferece tudo que ele precisa, principalmente o carinho e o amor que um autista precisa.

    • Responder faustacristina 31 de março de 2016 at 22:36

      Oi Rosemary
      Imagino que momento delicado deve ter sido quando você teve que tomar a decisão e abrir mão da convivência com seu filho. Mas eu entendo e admiro muito que você tenha sido capaz de entender o que seu filho queria. Obrigada pela confiança em compartilhar sua história! Fico muito grata e me sinto especial pelo Mundo da Mi inspirar as pessoas e deixar este espaço ser um espaço de desabafos e depoimentos.
      Recebe meu abraço!

  • Responder Solange 26 de março de 2016 at 02:03

    Me vi várias vezes no seu texto, familiares dizendo… a se fosse meu filho..ele é assim porque é mimado, e meu filho olha dentro do meu olho isso sempre.! Amei seu texto me identifiquei muito parabéns.bjos

    • Responder faustacristina 13 de abril de 2016 at 09:44

      Oi Solange

      Obrigada por deixar seu comentário. Fico também muito grata por você ter encontrado esta identidade com o que escrevi pois isso acaba validando o meu texto e me mostrando que eu não sou assim tão diferente… A meu ver, uma das grandes dificuldades das pessoas com necessidades especiais é justamente ser muito diferente em um mundo onde todo mundo busca ser tão igual, seguindo moda e modelos…
      Realmente sentir que não estamos sós no nosso jeito de ser e de pensar, faz muita diferença.
      Um abraço grande!

  • Responder Simone Milech 29 de março de 2016 at 11:59

    OI, bom dia, falo aqui da pontinha do Rio Grande do Sul, em Arroio Grande. Aqui tudo muito dificil, meu filho foi diagnosticado com “autismo clássico” ou “leve” 1 ano e 10 meses. De lá pra cá é uma corrida imensa atrás de respostas, o municipio não tem nada pra eles, estou recebendo ajuda da APAE por carinho e por ser um caso leve, e levo ele a uma fono toda sexta em outra cidade a 132 km daqui. Tudo particular, vou sugando as ferias, o decimo para fazer de tudo pelo joaquim que hoje ta com 2 anos e 2 meses e fala oi, cocô, xixi, e palavras soltas como pepa, puca, eca…e eu acho o maximo. MAs temos um longo caminho, porque ando sozinha, o pai que não mora com a gente não aceita, os avós tmb não, a minha familia poucos entendem e aceitam o diosgnóstico.
    Mas nada disso interessa, se eu não tivesse corrido atrás, hoje o Joca podia ser bem mais introspectivo.
    Também me faço perguntas e corro atrás de respostas, e to sempre com ele é meu anjo, é lindo, feliz, carinhoso comigo, meu cheirinho. Obrigada pelo seu blog, esta me auxiliando muito.
    Deixo aqui meu e-mail caso alguem queria conversar: milech.simone@gmail.com

    • Responder faustacristina 31 de março de 2016 at 22:41

      Oi Simone

      Já passei por sua cidade, acho…
      Eu sei o quanto é difícil morar em uma cidade menor com poucos recursos.
      Se quiser podemos conversar. Sou psicopedagoga e faço este trabalho voluntariamente, podemos marcar um skype ou mesmo conversarmos através do Messenger.
      As vezes algumas posturas mudam muito o desenvolvimento deles.
      Obrigada pelo comentário, obrigada por compartilhar um pouco do seu filho e parabéns por ser uma mãe que se interessa e corre atrás de informação!!!
      Um abraço fraterno!

  • Responder Lucivânia 18 de abril de 2016 at 22:08

    Parabéns pelas palavras sinceras. Também tenho um filho autista e com PC e tudo que vc falou se encaixa na minha vida e do meu filho. Me chamou a atenção a frase: se essa menina ficasse comigo; eu já pensei se ele fosse de outra pessoa que jugo onde teria um tratamento melhor ou se eu pudesse dar o melhor em terapia, educacao… Quando na verdade eu dou o melhor de mim, mas ainda achando que poderia dar mais. E de certa forma é o que sinto , mas peço a Deus que esteja com minha família e me dê força pra ajudá-lo na caminha da vida.

    • Responder faustacristina 19 de abril de 2016 at 19:05

      Oi Lucivânia
      Eu também sou assim, acho de verdade que faço muito pouco, que poderia e deveria fazer mais… eu acho que quando o diagnostico de um filho chega, vem junto uma mala pesada chamada culpa, que suga a nossa energia sabe? Por isso é um grande aprendizado para nós pois vamos ter que lidar com isso, vamos ter que nos amar muito, aprendendo que se amar não é ser egoísta mas que é impossível oferecer algo que não temos, impossível amar sem nos amar… Quem ama perdoa os erros por isso a gente precisa mesmo aprender a perdoar nossa fragilidade… erro existe para a gente aprender e não para carregar, então da mesma forma que eu me esforço muito pela minha filha eu também fico lutando para aprender e exercitar tudo isso sabe?
      Que a gente siga aprendendo querida! Força para todas nós!
      Obrigada por comentar!

  • Responder Josefa 10 de maio de 2016 at 09:54

    Que bom ler isto, para mim foi muito esclarecedor, obrigado por permitir parte de você para mim, isto é maravilhoso

    • Responder faustacristina 11 de maio de 2016 at 07:27

      Que bom Josefa!!! Fico muito feliz que gostou.

      Espero que tudo esteja se encaminhando bem por aí. Quando quiser conversar, estou aqui.
      Recebe meu carinho e meu respeito!

  • Responder Tatiana 13 de maio de 2016 at 11:43

    Olá! Confesso que fiquei impressionada com seu depoimento. Tenho uma filha de 12 anos, prestes a completar 13. Como família ainda sofremos muito com a inclusão escolar.. No Brasil, parece algo de outro mundo para as escolas tradicionais, quem dirá as públicas. Minha filha ainda não lê, mas já reconhece letras e alguns números. Frequenta a 4º série por inclusão em uma escola particular. Gostaria de saber sobre a Milena..como foi a alfabetização com ela.. como ela esta hje e se vcs duas tem planos para o futuro dela… Um grande abraço..
    Tatiana.

    • Responder faustacristina 14 de maio de 2016 at 18:35

      Oi Tatiana, obrigada por compartilhar comigo um pouco desta dificuldade que tantas famílias vivenciam.
      A inclusão é ainda um grade desafio para grande parte das escolas e mesmo vendo tantos professores realmente interessados em ajudar de alguma forma este processo pouca gente sabe como fazer e aí é bem comum a gente ver as meninas e meninos chegando sem ler, sem aprender no quinto ano ou mais…
      Bom, a Milena saiu do Brasil sem se alfabetizar e agora está aprendendo inglês… imagina a confusão na cabecinha dela… Como sua filha ela já reconhece ha muito tempo letras e números e sabe ler silabas simples algumas palavras. O método que finalmente encontramos para ela, foi o fônico. Ela se deu bem melhor e desenvolveu bastante a leitura depois que começamos junto com a fono a ensinar por este método.
      Aqui em Londres a escola tem um planejamento individual e o objetivo é que ela seja o mais independente e autônoma possível nos próximos cinco anos, por isso eles colocam metas mensais, semestrais e anuais e checam com a equipe e com a família o que foi alcançado e o que não foi. Tem sido incrível, mas temos um longo caminho pela frente.
      Eu não sei se ela vai ler, não sei se vai falar inglês (ela já compreende bem e fala muitas palavras) pois ela tem dificuldades com a fala desde sempre, mas eu sei que ela vai continuar sendo feliz, nós damos a ela muito apoio e suporte para que ela se sinta bem e se aceite.
      Ela vai sofrer? Vai ter problemas? Com toda a certeza vai e ao mesmo tempo que isso nos angustia, sabemos que é um processo que todas as pessoas vivenciam, não é? Então o único jeito é enfrentar, uma meta de cada vez, nunca parando de aprender, nunca parando de acreditar que ela pode.
      Um abraço carinhoso para você e sua filha! Que a trajetória de vocês seja de muito sucesso!

  • Responder Marcela 11 de janeiro de 2017 at 00:00

    Maravilhoso texto… q irei repassar a cada familiar que avompanho.
    Sou TO, e n gosto de rotulos, cada ser é unico, com qualidades, deficits, habilidades etc. Vc traz a pratica e isso é enriquecedor p os Pais. Parabens por expor de forma rica e inteligente sua experiencia de Mãe.
    Um fraterno abraço

  • Responder Juciane Rocha 27 de fevereiro de 2017 at 13:08

    Estou nessa fase do preserve a sanidade e o bom humor. Minha filha tem 1 ano e 1 mês é linda e muito feliz. Tem características de autismo, hipotonia e baixo peso, mas mesmo com tudo isso vejo seus avanços e me sinto feliz.
    Me sinto sozinha pois ainda não encontrei um especialista que possa me orientar mas estou procurando.

    Vamos a luta!

    • Responder Fausta Cristina 9 de março de 2017 at 16:40

      Juciane ser sozinha talvez seja a parte mais difícil não é?

      Quando é só o dia a dia e seus desafios a gente até peita, cansa, chora mas quando é só entre a gente e o nosso filho tudo bem, mas quando temos que sair de casa e lidar com o mundo aí a coisa complica não é?
      Milena tamb[em teve hipotonia e tem um pouco até hoje, por isso nunca pode ficar sem atividade de fortalecimento de tônus.

      Um abraço grande e obrigada pela visita!

  • Responder Viviane 13 de novembro de 2017 at 00:04

    Fausta, só tenho a agradecer a você por partilhar conosco sua experiência com tanta clareza nas palavras, com tanta delicadeza que o assunto exige. Me identifico muito com vocês duas pois o autismo da minha filha, que tem 10 anos hoje, tem muitas coisas parecidas com o autismo na Milena, Através de seus relatos esclareço muitos pontos que ainda não consigo identificar direito. Mais uma vez obrigada!!! beijo carinhoso para você e para a Mi

    • Responder Fausta Cristina 16 de novembro de 2017 at 09:33

      Vi querida obrigada a você, sou eu quem tem que agradecer. Tenho a oportunidade de contar minha experiência e ainda recebo em retorno todo este carinho!!!
      Que a vida das nossas meninas seja abençoada sempre e que nós sejamos fortes sempre!!!

      Um abraço com muito carinho.

    Deixe seu comentário