Quem Sou

Foto: Beto Oliveira

Foto: Beto Oliveira

Eu por mim mesma :]

Meu nome é Fausta Cristina e eu gosto que me chamem de Cristina ou Cris. Sou mãe de 03 filhos e avó de uma garota linda, sou casada, sou pedagoga e psicopedagoga. Minha terceira filha, Milena, tem autismo. Eu percebi bem cedo que ela era uma garota especial e me dediquei a estudar o autismo para melhor auxiliar o desenvolvimento da minha menina.

Venho participando de grupos de pais, virtuais e reais, tenho feito muitos cursos, lido muito sobre autismo. Atuo voluntariamente para auxiliar na divulgação do autismo no Brasil, participei da fundação de duas associações de pais em cidades que morei e sigo aprendendo sobre esta síndrome instigante.

Comecei a escrever o blog no ano de 2006 para compartilhar esta experiência incrível de ser mãe da Milena.

Obrigada por estar aqui me lendo! Seja da forma que for que o autismo tocou a tua vida e te fez chegar até aqui, eu espero que você consiga retirar o melhor desta experiência. Eu consegui.

Meu e-mail: fausta.cris@gmail.com (posso demorar um pouco para te responder, mas respondo).

19 Comentários

  • Responder Ana Paula Borges 14 de dezembro de 2014 at 01:52

    Boa noite Cris! Adoramos seu blog, pois está nos ajudando a compreender melhor nossa pequena de 11 anos. Meu marido pediu seu contato, para tirar algumas dúvidas, moramos em Lages (SC), meu face está em nome de nossa filha, se quiser dar uma espiada é Helen Borges Reis. Um grande abraço e muita força. Ana

    • Responder faustacristina 19 de dezembro de 2014 at 11:01

      Entrei em contato via face Ana Paula. Obrigada pela confiança, espero seu retorno :]

  • Responder Marina 29 de maio de 2015 at 10:48

    Bom dia Cris, tudo bom? Estou meio pra baixo esta semana, sentindo solidão, sem saber pra quem recorrer e me lembrei do seu blog e de vc. A sensação que tenho é a de que estou nadando no mar em plena tempestade, lutando para me manter na superfície, sentindo meu corpo cansado, com frio, sozinha… Olho para o lado e só vejo o mar e o céu, que neste momento está fechado e chovoso, o mar agitado… Tenho vontade de gritar, chorar… mas não consigo. Desde o diagnóstico não consigo chorar, não chorei nenhuma vez, alguma coisa quebrou… não consegui consertar ainda… Acredito que seja o acúmulo de cansaço, noites mal dormidas, somadas a alguns dias de maior frustração, mais estereotipias, mais crises de birra, a dificuldade na comunicação, a sensação de que não estou dando atenção o suficiente pro outro filho, a sensação de que não vou dar conta… Não sei, parece que ninguém me entende, ninguém consegue me dar o apoio que preciso, ninguém consegue dizer palavras que me confortem… Tenho a sensação de que todos me olham e pensam: por que este mau humor, esta cara fechada, todo mundo tem seus problemas, toda mãe não dorme, todo filho dá trabalho. Ontem realmente pensamentos muito ruins vieram a minha mente… cheguei a me arrepender de ter tido meus filhos, tamanha minha exaustão… Espero que seja uma fase, que o mar volte a ficar calmo e que venha um sol morno para me aquecer, que eu possa boiar um pouco, sentir minha respiração, “ouvir” o silêncio, sentir um pouco de paz… porque terra firme não vejo sinal ainda, e nem sei se verei algum dia.

    • Responder faustacristina 30 de maio de 2015 at 00:07

      Oi querida! Primeiro, obrigada por confiar seu desabafo. Compreensível é necessário a meu ver! Já passei por tantos momentos assim, sempre contando com o apoio e a compreensão de outras mães. O que importa é a certeza dengue sim, vai passar é a paisagem será bonita outra vez, só que ao invés do mar que você sonha seja um rio, um lindo rio que corre e que vide com o tempo vai saber como ninguém conhecer e gostar. Sempre terá surpresas, sempre será diferente mas você vai saber é isso vai fazer a diferença.
      Me manda uma mensagem privada no face ou no WhatsApp e vamos nos falando. Conta comigo. Não carregue culpa não se carregue. Por seu filho você é capaz de tudo? Então seja capaz do mais difícil: se fortalecer para que possa se fato ajudá-lo, você pode, eu sei que sim. Conta comigo.

  • Responder VILLA ASPIE 24 de setembro de 2015 at 01:10

    Cris, ulala! Gostei! beijão da Ana P.

    • Responder faustacristina 24 de setembro de 2015 at 08:04

      Ana você ter lido já é uma alegria sem fim, ter gostado então me deixa extremamente honrada.
      Você é uma escritora, completa a meu ver, e eu sou uma fã como já disse a você muitas vezes. Isso torna seu elogio um grande presente.
      Muito, muito obrigada.
      Um abraço!

  • Responder Aniele 15 de março de 2016 at 17:12

    Boa tarde Cristina, conheci seu blog hoje, vendo um post compartilhado pela fonoaudióloga Mônica Acioly, que após a leitura também tive que compartilhar, “verdades sobre o autismo”.
    Tenho uma filha com tea, de 6 anos, Alice. Gostaria muito de poder trocar experiências com você.

    • Responder faustacristina 15 de março de 2016 at 22:31

      Oi Aniele

      Claro que será um imenso prazer seu contato! Vou adorar.
      Mônica é uma querida amiga de muitos anos! Cuidou da Milena quando eu morava no Rio.
      Meu email está ai ou se preferir me manda mensagem pelo messenger do facebook ou ainda, deixe a mensagem na nossa pagina do face que também se chama Mundo da Mi.
      Aguardo seu contato.
      Um abraço!

  • Responder Denise 26 de maio de 2016 at 03:52

    Olá Cristina! Tenho 2 filhos, o mais novo tem 3 anos e 7 meses e há 1 ano foi diagnosticado com TEA. Neste um ano não parei de pesquisar sobre o assunto, vejo o relato de muitas mães angustiadas. O que vc orientou foi justamente o que fiz ano passado. O primeiro neuro não quis fechar diagnostico, mandou esperar, então procurei outro que fechou o diagnostico após analisar avaliações de fono e TO. E já iniciamos tratamento, e para muitos pais que acham que não vão ter condições financeiras, vai uma dica, eu batalho tudo pelo plano de saúde, é um direito dos nosso filhos. O que eu posso dizer da minha experiencia, é que nem passei pela fase de luto, logo aceitei e arregacei as mangas e fui p batalha, graças a pessoas como vc que ajudam a nos dar calma e orientação nesse momento tão difícil que é o diagnostico! Parabéns pelo seu trabalho!

    • Responder faustacristina 27 de maio de 2016 at 10:44

      Nossa Denise, senti daqui a sua disposição!!! Que fantástico essa sua postura.
      Te agradeço pela dica, não estou familiarizada sobre o que os planos de saúde cobrem e realmente acho que vale para que as mães pesquisem – e briguem – mais.
      Um abraço a você, muito obrigada por contribuir.

  • Responder Keila Regina 5 de outubro de 2016 at 18:55

    Oi Cris, adorei o seu blog e me identifiquei muito com vc e com outras mães como a Denise.
    Tenho um menino de 4 anos e meio e descobrimos graças ao pediatra que tem um primo autista.
    Ele me indicou um especialista em autismo e foi batata.
    Depois de sair da consulta, meio em choque, chorei, mas logo percebi que não adiantava chorar, teria que correr contra o tempo. O neuro me orientou que quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais rápido os resultados aparecem. Então, orei e pedi a Deus que me guiasse no caminho correto para o seu tratamento. Por incriável que pareça, não pedi a cura, e sim, uma luz.
    Pois acredite, Deus me guiou, troquei ele de escola na qual me senti confortável e segura, por ter uma estrutura menor, porém com várias atividades de 40 minutos em cada sala. Achei isso um máximo!! Assim ele não ficaria preso somente no mesmo ambiente como acontecia com as outras escolas.
    Para a minha sorte, a sala dele só tinha meninas, que cuidaram e incentivaram ele a olhar nos olhos delas quando falavam.
    Ele iria completar 3 anos quando tivemos o diagnóstico. Minha atenção redobrou.
    Sempre que ele me chamava para ver algo ou pegar alguma coisa, eu parava tudo que estava fazendo me abaixava olhando nos olhos dele e perguntava o que ele queria, mostrava os objetos falando o nome. Sempre que falava com ele, pedia para ele me olhar.
    Percebi também que ele não gostava de ficar no playground, só corria entre os prédios durante horas, com 2 anos, no mundo dele. Parece ser cruel, mas parei de leva-lo para correr. Achei que se permitisse ele ficar entrando no mundo dele, poderia ser mais difícil de conseguir um resultado positivo.
    Eles gostam de ficar no mundo deles, e senti a necessidade de fazê-lo esquecer deste mundo. E foi o que aconteceu. Algumas mães não curte quando falo que evitei esses lugares, mas para mim o importante era traze-lo por meio de brincadeiras mais próximas.
    Vejo muitas mães levando seus filhos ao Shopping, cinema, bar. Acho que tudo isso deixa-os ainda mais agitados.
    Não que eu não leve, mas evito ficar por muito tempo.
    Hoje, com 4 anos e meio, o Cauê está imperceptível, ele mudou do moderado para o leve. Mesmo com está mudança, não paro de incentiva-lo a me olhar quando fala comigo, dar a atenção quando solicitada e aprender cada vez mais sobre o assunto.
    Sei que ainda tenho muito para aprender. O Cauê tem seus altos e baixos. Uma horas ele avança, outra hora ele parece querer regredir. Quanto mais velho, mas difícil fica mantê-lo concentrado. Hoje, ele consegue se comunicar e a palavra que eu mais escuto é ”NÃO”…rrs.
    Como para tudo tem o seu jeito, e é com jeitinho que consigo as coisas com ele..rss
    Para as mães que estão entrando nesse mundo, eu só tenho que dizer para não desanimarem. Eles são capazes de nos surpreender muito mais do que imaginamos. Se prepare para amar incondicionalmente, porque é este sentimento que você terá e que jamais imaginou ser capaz de sentir.
    Sempre que penso que ele não vai fazer algo que vamos propor, como usar uma roupa para a festa junina, mesmo achando que ele não vai, não deixo de tentar, de agradar…. mas se ele não quer ir, não insisto, curto como se ele estivesse dançando. Não adianta ficar triste só porque não chegou a hora dele, um dia vai chegar. E nesse ano chegou, ele usou, dançou e arrasou… choramos até, mas na festa do dia dos pais, não rolou… rss Mas tudo tem o seu tempo, e o mais importante é aproveitar cada segundo.
    Hoje, confesso que sou a mãe mais orgulhosa do mundo. Amo ser mãe de um menino autista.
    Digo sempre para as minhas amigas, se tivesse um filho “normal”, não teria muito para comemorar, porque ele vai fazer o que todo mundo já faz e isso faz com que os pais deixam de curtir as vitórias dos filhos, principalmente nas pequenas coisas. Se soubessem o que estão perdendo, ninguém iria querer ter um filho “normal”.
    Vc aprende a ser mais humana, mais carinhosa, amar cada sorriso dele, cada passo, cada conquista… isso não tem preço.
    Portanto meninas, espero que assim como eu, vcs se sintam privilegiadas. Vcs tem uma joia rara nas mãos.
    AMO SER MÃE DE UM AUTISTA.

    • Responder Fausta Cristina 12 de outubro de 2016 at 07:11

      Oi Keila
      Que história incrível a sua. Sua reação, a “sorte” que teve (prefiro pensar em bênção) do medico enxergar e te encaminhar, sua reação fantástica de enfrentar de cabeça erguida e sua postura de seguir seu coração e peitar essa decisão.
      Sim, você realmente faz algumas coisas que nem eu mesma recomendaria a uma mãe fazer, mas eu sempre, sempre digo junto que ninguém deve dar mais valor ao que eu digo do que ao seu coração… A mãe SABE. Ela conhece a cria, ela sente a ligação.
      Preciso te dizer que sou testemunha pessoal de duas histórias de vida que não se desenrolaram muito bem em que as mães deixaram de levar os filhos aos lugares e respeitaram demais, além da conta a resistência deles em participar das coisas. – NÃO É O SEU CASO, pois você respeita, mas continua tentado, incentivando e tem dado certo.
      Por isso sua mensagem me animou tanto, ela vem provar que não existe receita. Que o que dá certo para um pode não dar certo para o outro e desta forma a gente vai abrindo nossos caminhos que mesmo diferentes, vão na mesma direção.
      Parabéns querida. Adorei te ler!!! Acho que você também devia pensar em escrever sobre isso, quem sabe uma pagina no face ou um blog?
      Obrigada por deixar seu relato, que eu consiga ter notícias de vocês vez em quando.
      Recebe meu carinho.

  • Responder Aline Pereira de Souza 7 de fevereiro de 2017 at 12:57

    Oi Cris tudo bem. Vi seu blog e estou tão angustiada pois sei que meu filho possa ser autista mesmo ele tendo so 4 meses. Quais foram os primeiros sintomas que vc teve com a Milena. Me mande um email para conversamos line_pds@hotmail.com

    • Responder Fausta Cristina 9 de março de 2017 at 16:49

      Estou enviando o email Aline
      Desculpa a demora, não tinha visto tua mensagem.

  • Responder Paula Cristina 2 de março de 2017 at 19:20

    Cris,
    Parabéns!!Excelente! Quanto amor e dedicação!
    Olá, sou Paula Cristina, professora de AEE, pedagoga, psicopedagoga, especialista em Desenvolvimento humano, especialista em Educação especial , especialista em Neuropsicopedagogia, especialista em LIBRAS. O seu material é super bem vindo em minha prática profissional!Abraços.

    • Responder Fausta Cristina 9 de março de 2017 at 16:37

      Paula
      Muito obrigada! Me sinto tocada em ser capaz de agradar a alguém tão qualificado.
      Queria eu fazer os cursos que vocês fez, o desenvolvimento é minha paixão e LIBRAS um sonho.
      Um abraço enorme e que sua prática seja sempre abençoada e espalhe o bem.
      Carinho,
      Cris

  • Responder Paula Cristina 2 de março de 2017 at 19:24

    Meu e mail paulacristy@hotmail.com

  • Responder katia Regina Barbosa 4 de abril de 2017 at 20:48

    ola meu nome é Katia Barbosa ,tenho 32, mãe do Gabriel de 2 e 11 meses diagnosticado com autismo , não fala ainda, tem comportante agressivo , faço acompanhando de 40 minutos na Apae estimulação.
    A neurologista receitou a ele remédio controlado, respiridon, mais tenho medo de dar.

    o que faço diante dessa situação.

    • Responder Fausta Cristina 9 de abril de 2017 at 10:45

      Olá Katia

      Meu facebook é Fausta Cristina Reis, por favor deixe uma mensagem lá para mim e me diga quando pode atender uma chamada minha. Qual o melhor horário/dia…
      Eu não posso dar a minha opinião sem conhecer um pouco mais da historia de vocês, ok?
      Sinto muito em saber. Comportamento é sempre comunicação e agressividade é geralmente expressão de dor, de frustração.
      Toda pessoa precisa aprender a se comunicar, autista não é diferente. Por isso investir em formas dele comunicar o que está sentindo geralmente ajuda muito. Remédio ajuda em muitos casos e você sempre pode tentar e retirar depois se não gostar, claro que com o acompanhamento do médico.
      Milena foi medicada algumas vezes em algumas fases mais difíceis e depois a gente foi retirando aos poucos.
      Se quiser conversar, é só dizer.
      Um abraço.

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