Quando autismo é o menor dos seus problemas

Do monte de coisa que vai ter que mudar na sua vida depois que você recebe o diagnóstico de autismo de seu filho uma é bem urgente: você precisa se livrar do peso que dá à opinião alheia…

“Ah, mas eu não ligo para o que os outros pensam ou dizem”, você pode argumentar, mas sabe? De todas as mensagens que recebo, as mais carregadas de mágoa e tristeza são exatamente os desabafos quanto a momentos de preconceito ou atitudes preconceituosas que nos tiram o chão e que trazem, na verdade muito mais dor do que o diagnóstico em si.

Talvez, toda a dor do diagnóstico venha justamente da constatação de que nosso filho ou filha vai ter que lidar com um mundo que idealiza o perfeito e vem justamente daí a nossa fonte de preocupação. Olhar para sua criança e saber que ele terá poucos recursos de defesa dessa mal maior que nos cerca: a ignorância, o preconceito, a exclusão, nos faz mais mal do que pensar que o diagnóstico vai demandar o nosso esforço e trabalho… Afinal se esforçar por um filho, fazer por ele tudo é quase natural (pelo menos para a maioria dos pais e mães). Sim, a parte mais difícil do futuro que se abre quando recebemos o diagnóstico de autismo, é saber que nós e nosso filho teremos que enfrentar o preconceito.

E eu entendo muito bem o porquê dessa dor e para que você veja como eu entendo, vou compartilhar apenas algumas das frases que eu já ouvi e que, se brincar, você também já ouviu.

Quando a sua fé que é fraca:

_ Ah coitada… ela é doentinha? Tenha fé minha filha, para Deus nada é impossível.

_ Se você tiver fé, ela vai ficar boa.

Quem acredita ainda que o mundo é lugar para os “perfeitos” e “normais” e discrimina descaradamente:

– Filho, vem brincar para cá, sai de perto dessa menina. (Esse dia chorei horrores).

Eu me dirigindo a alguém depois da Milena com quatro anos invadir o espaço de uma turminha que brincavam na praia:  -Desculpe, ela tem autismo, ela só quer brincar junto.E a resposta:

-Ela ter autismo não te impede de dar educação para ela. (Entenda-se educação impedir uma criança de se aproximar e tentar se integrar a outras).

Uma mulher em um restaurante pergunta: “Qual seu nome/ Quantos anos você tem?” e aí levanta a voz para todo mundo poder ouvir:

– Você sabia que quem não responde as pessoas é criança boba?

E ficou com cara grande quando eu respondi mais alto ainda que minha filha não era boba e sim autista.

O que mais escutei, dos “especialistas” em comportamento humano:

– Autismo agora virou moda.

– Autismo virou desculpa para tudo.

-Ela já tem idade para você ensinar a ela o que deve ou não deve fazer. (Essa veio depois que ela jogou os óculos dela atrás de um balcão em que a vendedora nos ignorava e a gente já estava esperando a alguns minutos, ela nem tinha quatro anos ainda).

Os especialistas que fizeram curso intensivo sobre autismo assistindo ao filme Rai-Man:

– Você tem certeza que é autismo? Já procurou outra opinião? Pois para mim, ela não parece ser autista não.

-Isso é coisa da sua cabeça minha filha, quem precisa de psicólogo é você.

Os que adoram uma comparação:

– Ah o meu vizinho tem autismo e é um garoto lindo! Ou então: conheço  um autista que até fez faculdade minha filha, isso é só para te dar esperanças viu?

E finalmente os cruéis:

– Nossa, nem sei o que faria se meu filho tivesse uma coisa assim, acho que eu ia morrer de depressão!

-Você não tem muito medo do que vai ser dela no futuro?

-Você já pensou o que será dela se você morrer de repente?

stephen_shore_quote

“Se você conheceu um indivíduo com autismo, você conheceu UM indivíduo com autismo”.  Stephen Shore tem autismo e a imagem é da página do Autism Speaks.

Claro que aqui sentada escrevendo e já descolada depois de tantos anos, eu chego a achar graça de algumas situações. Quem já fez músculo depois de tanto apanhar, não tem mais medo de soco, mas quando você está vivendo a situação e frases como essa chegam sem que você espere, é muito complicado.

E quando elas chegam num dia “daqueles” depois que sua criança já te exigiu todo o seu estoque de paciência (que a gente sabiamente guarda para usar com eles) ou está na fase de passar a noite acordada… Você fica fragilizada e sem preparo nenhum para ouvir desaforo e tudo o que você pede a Deus é um olhar acolhedor, é abraçar alguém que te diga: eu te entendo ou no mínimo quem não te encha a paciência… :-/

Mas é justamente nestes momentos que a frase que chega do inesperado te acerta na boca do estômago e faz um estrago bem grande. Pessoas cruéis e ignorantes não fazem idéia (ou fazem) da dor que espalham com sua arrogância… Queria tanto que elas soubessem que ninguém é auto suficiente o resto da vida e que hora ou outra a fragilidade bate na porta de todos nós.

Mas eles não sabem disso e vivem por aí prontos a etiquetar pessoas e atirar suas “verdades”. Por isso prepare-se. De fato e de direito, se aposse da certeza de que ninguém tem nada que opinar sobre a sua vida e sobre a vida de sua criança, jovem ou mesmo seu adulto com autismo.

Estes hipócritas que estão por aí enquadrando tudo e a todos no medíocre padrão normal, não merecem o prazer de te desequilibrar. Eles merecem bater e tomar de volta o impacto do soco ao te encontrar impassível e forte. Eles merecem receber o seu sorriso de dó… sim porque quem pensa assim merece mesmo é piedade.

Gente, em algum momento da vida todos nós seremos de alguma forma dependentes, nós carregaremos alguma “deficiência” seja por uma hora, dias ou para o resto da vida.

A vida dá muitas voltas e no meio da multidão, um dia, o diferente será você. Em algum momento um diagnóstico qualquer chega também na tua vida, ou uma dor, um acidente bobo, uma cirurgia, uma tontura no meio da rua, um tombo, um filho doente ou um pai, marido, esposa e isso vai te fazer pedir: “ei, você pode me ajudar?”, “eu preciso da sua ajuda”.

Seremos parte de alguma minoria no decorrer da vida e isto é fato.

E quando essa hora chegar quem leva vantagem é quem é flexível e se ajusta, seja quando a idade te transforma na “tia”, na “velhota”, na “dona”, ou quando uma perna quebrada te faz precisar de alguém que te dê um banho.

Todos estes quadros possíveis passam diante dos meus olhos quanto alguma frase idiota tenta me derrubar e eu sorrio lembrando que a pretensão desta pessoa é na verdade um peso imenso que ela carrega dentro de si e que vai fazer mais diferença para ela quando ela mesmo estiver em momento de descida.

E eu tento levitar e consigo hoje em dia, na maioria das vezes e você vai conseguir pode ter certeza, pois a gente aprende que é melhor assim. Então eu substituo imediatamente a dor trazida por estas palavras ou atitudes, pelo sorriso maravilhoso da minha filha e dou para estas pessoas o que elas merecem: minha total desconsideração.

Finalizando, eu gosto da lista abaixo: Dez coisas que você não deveria dizer a uma mãe de uma criança com autismo (minha livre tradução, link abaixo).

  1. Ele parece tão normal.
  2. Acho que você está enganada sobre ele ser autista.
  3. Meu filho também tem birras, isso faz parte da infância. (O famoso ”toda criança é assim”).
  4. Você já tentou tirar o gluten, tentou os óleos essenciais, a massagem terapia, a acupuntura, ou toda ideia que já existiu para ajudar autismo??? (As pessoas realmente insistem em empurrar para você a culpa ou a responsabilidade do autismo da criança).
  5. O primo do vizinho do meu melhor amigo tem autismo, sei bem como é.
  6. Não faça alguma coisa diferente no jantar só porque ele não gosta de comer (seletividade alimentar). Quando ele tiver fome, ele vai comer.
  7. Talvez se você disciplinar seu filho ele não se comporte assim.
  8. Por que hoje em dia eles estão colocando um rótulo em tudo? (diagnóstico de autismo).
  9. Você vacinou ele? (agora a culpada é você por ter vacinado seu filho…).
  10. Eu sinto muito por você.

Link:

https://widowandautismmommy.com/2016/01/15/ten-things-not-to-say-to-an-autism-mom-really/

Beijos carinhosos, obrigada pela leitura, pela visita, pela parceria.

AH!!!! Tem uma novidade, tem o áudio do texto com a minha leitura e comentários para quem não lê e para quem quer apenas colocar pra tocar enquanto faz alguma outra coisa. Espero que gostem.

 

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queria muito ter esta estampa disponível para os momentos de preconceito. Imagem: mundodami

 

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42 Comentários

  • Responder Barbara Rinaldi 8 de junho de 2016 at 08:43

    Profundamente agradecida por ler esse texto…obrigada vc consegue expressar exatamente o que eu sinto. Beijos

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:11

      E eu grata por sua leitura e por tirar seu tempo e deixar um comentário!!!
      Um abraço!

      • Responder Malu Carli 13 de junho de 2016 at 00:27

        Boa noite, Fausta Cristina! Grande beijo para vc e sua menina

        • Responder faustacristina 13 de junho de 2016 at 19:27

          Olá Malu!

          Um grande e carinhoso abraço para você também querida!

    • Responder Maria lima 18 de julho de 2016 at 02:49

      Olá, muito bom dia,
      nossa adorei seu artigo, a muito que eu procurava um blog assim , e hoje é uma noite de insônia, então resolvir pesquisar no google, e acho que acertei nas palavras na hora de pesquisar…

      adorei mesmo, até copiei, desculpe me se fui indelicada…
      mas este artigo fala de tudo sobre o que está se passando comigo, meu filho tem 3 anos, antes estava diagnosticado com pertubarção da relação e da comunicação, agora já com diagnostico de autismo…
      mas nossa nem imagina o quanto tenho passado com todas estas perguntas e comentarios ordinarios, que só da vontade de mando todos se esplodirem… desculpa a palavra…

      mas olha continue com este trabalho lindo, e espero um dia conhece-la pessoalmente..

      Deus lhe abençõe cada dia mais .
      parabens

      • Responder Fausta Cristina 19 de julho de 2016 at 17:07

        Obrigada Maria!

        Fico feliz que você tenha chegado até aqui, feliz também por você ter gostado.
        Um abraço e quando quiser entre em contato e falaremos mais detalhadamente tá bom?
        Obrigada por deixar seu comentário!

  • Responder Edimária Castro Mesquita Craveiro 8 de junho de 2016 at 11:41

    Eu amei o texto e vou copiar

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:12

      Que bom, obrigada.
      Pode copiar à vontade Edimária e obrigada por ler e comentar.
      Um abraço!

  • Responder Daniela Maria Pinheiro Festas 8 de junho de 2016 at 12:00

    emocionei-me 🙂 excelente descrição do que é a realidade

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:13

      Obrigada Daniela!
      Tomara que a gente viva para ver um mundo onde um texto assim não irá representar a realidade… sonho meu!!!
      Obrigada por comentar, um abraço para você!

  • Responder Adriana 8 de junho de 2016 at 12:43

    Que lindo você inovando com o áudio e pensando sempre nas diferenças.Amei o texto é o preconceito realmente existe em muitas situações,e o mais importante é isso mesmo sua consciência e nao opinião alheia.Abraços.

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:15

      Obrigada minha amiga amada, sua companhia sempre me deixa feliz e emocionada.
      Verdade e não ligar para o que os outros dizem é quase uma arte né Drica… vamos que vamos, aprendendo sempre!
      Beijo!!!

  • Responder Alice Martins 8 de junho de 2016 at 17:43

    Lindo o texto,muito real!!É muito triste perceber que pais de crianças autistas ainda fogem do diagnostico e são eles a ter esse tipo de preconceito…Parabéns pela tua dedicação!!

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:24

      Oi Alice, obrigada pela visita, pelo comentário também.

      É muito triste realmente quando encontramos pais que negam o diagnóstico, pois sabemos que no fundo eles percebem ou sabem que o filho é diferente, mas estão tão preocupados com o julgamento da sociedade que querem esconder isso.
      Sei que há casos em que essa fuga acontece por outras razões e em todos eles, eu lamento, mas tento não julgar… não sabemos a historia de vida destas pessoas e nem o tamanho da dor que enfrentam em seu mundo interno… muitas vezes precisam mesmo desta fuga, deste escudo, de fingirem que está tudo bem… do contrário elas iriam desistir…
      Tudo tem seu tempo e pelo bem da criança a gente torce para que este tempo seja curto né?
      Um abraço para você!

  • Responder janice torres 8 de junho de 2016 at 17:54

    Nossa! Nossa realidade diária. Exercicio de sabedoria, tranquilidae, mas como é difícil. Meu filho parece normal, escuto isto sempre. Sinto me incomodada. Tenho q explicar algumas vezes q ele tem autismo, alguns olham com desconfiança..será? Ha poucos dias fui a um shopping em SP, meu filho foi num brinquedo com o primo e quando acabou dirigiu se a uma menina e puxou lhe os cabelos, claro que a mae dela com cara de incrédula, aos pratosberros para q ele parasse e eu do outro lado também, aos prantos. Ha muito tempo ele nao agredia nenhuma criança. Senti me tão pequena e impotente diante do autismo dito, leve, sei o q ele quis com esta reaçao, nao queria sair do brinquedo…

    • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:32

      Oi Janice
      Entendo suas lágrimas e já chorei pelo mesmo motivo. Em uma situação assim não há o que fazer… Temos que reconhecer o direito da outra mãe estar indignada e pedir desculpas, se a pessoa desculpa bom (para ela) e se não desculpa ruim (para ela) pois ela é quem vai seguir o caminho dela com peso ou sem peso. Quanto a você liberte-se, seu filho não fez por mal e você sabe disso. Você não fugiu da sua responsabilidade, você não deixou de educar, você não fez vista grossa então siga em frente.
      Quando for possível, quando você e seu filho estiverem vivendo um momento bom, fale sobre isso, lembre a ele que ele fez isso e diga que é feio, que a garotinha ficou triste e que a gente não deve agir assim. Mude de assunto logo em seguida, para ele não ficar demasiado triste.
      Monte historias sociais com ele, elas funcionam, pode acreditar. Conte sobre o menininho que puxava cabelos e que deixava os outros tristes.
      Fale sobre isso com as pessoas à sua volta em momentos diversos. Simplesmente fale quando ele estiver perto (no carro, na mesa durante o jantar) conte sobre alguma criança que você viu na tv ou na praça batendo e puxando cabelos, comente que você achou horrível aquele comportamento.
      Quando sair com ele elogie muito ele ter brincado com alguém do jeito correto!!!
      E assim, a gente vai modelando o comportamento.
      Recebe meu abraço querida. Boa sorte para nós :]

      • Responder Janice 8 de junho de 2016 at 19:47

        Obrigada Fausta pelas sabias palavras.aida tenho chorado quando oenso naqule dia. Acho q é choro de dor acumulada. A mae acabou indo me consolar, menos mal.

  • Responder faustacristina 8 de junho de 2016 at 19:19

    Obrigada Gisele!
    Que bom estar linkada neste tipo de pesquisa… fiquei muito feliz!!!
    Obrigada por sua carinhosa mensagem, sim sem dúvida o Senhor me presenteou com esta vida a quem me dedico com muito carinho e sem nenhum sacrifício, pelo contrário, me sinto honrada.
    Um abraço!

  • Responder Michele Luiz 9 de junho de 2016 at 01:11

    Disse tudo…sem palavras….maravilhoso e totalmente verdadeiro! Lucidez é reconhecer a óbvia e real fragilidade humana, achei fantástico quando você coloca isso “em algum momento da vida todos nós seremos de alguma forma dependentes”. Parabéns mais uma vez, mais um tanto de luz para todos nós essa leitura.Beijão!

    • Responder faustacristina 9 de junho de 2016 at 19:14

      Querida amiga, eu também acho óbvio e que bom que concordamos, o duro é cair do pedestal não é?! Se achar infalível deve ser complicado…
      Sempre te agradeço pelo tempo que você me dá lendo e comentando e por todo esse apoio em forma de palavras (belas palavras sempre). Mais uma vez, obrigada!

  • Responder Ânara 9 de junho de 2016 at 18:45

    Excelente texto! É realmente muito difícil enfrentar o preconceito e o julgamento das pessoas. Não me incomoda quando as pessoas dizem que meu filho não parece autista, acho até normal, já que eu mesma tinha outra idéia do que era autismo antes dele entrar na minha vida. O que me incomoda realmente é quando as pessoas são grosseiras e não me dão sequer a chance de pedir desculpas, do meu filho se desculpar. Mas, fazer o que, nem todo mundo tem a chance de exercitar a tolerância todos os dias como nós! Um grande abaixo pra você e pra Milena!

    • Responder faustacristina 9 de junho de 2016 at 19:17

      É isso querida Ânara! Deveria ser encarado assim com essa simplicidade… por que as pessoas complicam tanto né?! É que entra a emoção na jogada… eu também me acostumei por um bom tempo a ouvir que a Mi não parecia autista… hoje em dia escuto bem menos… Mas algumas pessoas falam isso com uma certa arrogância ou duvidando de que estamos falando a verdade… Mas você está certíssima, não há outro caminho, o jeito e ser o que queremos que os outros sejam, se queremos que sejam tolerantes, temos que nós mesmos exercitar a tal tolerância não é?! Adorei.
      Um super abraço e obrigada sempre!

  • Responder Ruana 11 de junho de 2016 at 00:32

    Texto ma ra vi lho so!
    Conheci um pouco da historia de vcs num vídeo com a Andrea, mae do Theo e a mãe do Nicolas Brito…desde então sempre que da, acompanho vcs. OBRIGADA por compartilhar com a gente tudo isso. O meu Mateus ta com 2a8m e minha ficha ainda ta caindo rs…bjo grande!

    • Responder faustacristina 13 de junho de 2016 at 19:30

      Oi Ruana

      Que bom que você gostou do texto. E olha recebe meu carinho e minha total compreensão em relação ao tempo que levamos para entender e tomar pé desta situação delicada. A fase pós diagnóstico é barra, não é apenas “para os fortes” é para os gigantes! Que você encontre identidade com quem está na mesma estada e que não se sinta sozinha. Uma verdade reconfortante: tudo melhora.
      Recebe meu abraço e muito obrigada pela leitura!

  • Responder Eloane 13 de junho de 2016 at 20:19

    Adorei o texto!!!!
    Li o texto e ouvi o áudio inteirinho. Me emocionei. Muito obrigada!

    • Responder faustacristina 19 de junho de 2016 at 10:42

      Que bom!!!

      Muito obrigada Eloane, pela visita, pelo comentário também, me motiva muito viu?
      Abraço grande!

  • Responder valeria 15 de junho de 2016 at 23:52

    ola!! tenho acompanhado seu blog há um tempo e sempre parece que seus textos refletem exatamente td o que precisava ouvir.
    Eu pessoalmente me incomodo sim.qdo falo de comportamentos de meu filho e me respondem:”mas isso e td
    criança,isso e normal, e q vc nao tem outra para ter um parâmetro”. A impressão q tenho e q passo como uma louca q quer inventar “coisas” no filho
    Ou frases do tipo: “ele nãoe bedece?”, “aposto q se prender o dedo nas portas ele para na hora”, como se já não tivesse prendido umas cem vezes…obrigada por suas ideias lindos seus textos!

    • Responder faustacristina 19 de junho de 2016 at 10:41

      Valeria

      O incômodo é super natural mesmo, não tem como, corre sangue nas nossas veias não é? Mas quando chega lá na mente e começa a martelar, quando a gente fica pensando muito no que aconteceu a ideia é tentar, aprender a virar a chave mesmo para que nossa energia não seja desperdiçada nisso e uma forma que eu achei para fazer isso foi pensar na pessoa e ter dó dela… ter pena sabe? Aí transformo rancor em piedade e eu fico bem, as coisas tomam lugares diferentes e eu não me angustio mais, isso é muito pessoal porém… nao tem mesmo uma receita que sirva para todo mundo, a gente tem sim o direito de se indignar.
      Uma coisa que quero te dar dica: eu inventei uma músiquinha que cantava muito perto da Milena muitas e muitas vezes, é meio ridícula mas vou colocar aqui para você ver as estratégias que usei para ensinar a ela as coisas básicas. Com a melodia da cantiga infantil “Se essa rua fosse minha” eu cantava: “Não coloque, não coloque os dedinhos… na portinha pois você pode se machucar. A portinha abre e fecha, abre e fecha e seu dedo ela pode apertar”… e por aí vai… :]
      De vez em quando eu fingia que apertava meu dedo e fazia o maior teatro do mundo fingindo que tinha me machucado, colocava gelo no meu dedo tudo teatral, e ela finalmente aprendeu.
      Beijo!!!!!

  • Responder Marinês Herculano 16 de junho de 2016 at 02:23

    Que belo texto! Pois muito bem.Ñ há deficiência pior q a incompreensão de quem se rotula São, e ainda se dar ao ridiculo de fazer comentários infelizes.Dignos apenas de pena. Um forte abraço!

    • Responder faustacristina 19 de junho de 2016 at 10:34

      Obrigada Marinês

      Destas coisas que a gente tem vontade de gritar para o mundo ouvir não é? Seria tão melhor o mundo!!!
      Obrigada por contribuir viu?
      Um abraço!

  • Responder Cristiani Otto 19 de junho de 2016 at 07:50

    Que sinceridade de texto. Eu amei.

    • Responder faustacristina 19 de junho de 2016 at 10:33

      Adoro saber quando as pessoas gostam daquilo que escrevo Cristiani.
      Obrigada por registrar seu comentário, pela leitura, pela visita.
      Abraço para você!

  • Responder Alex 20 de junho de 2016 at 20:01

    Fausta, obrigado por dividir com tanta sabedoria ! Forte abç, Alex.

    • Responder faustacristina 21 de junho de 2016 at 10:02

      Muito, muito obrigada caro Alex!

      Recebe meu abraço fraterno :]

  • Responder Madalena Cardoso Ranieri 29 de junho de 2016 at 13:15

    Bom dia!

    Amei conhecer seu Blog, tenho uma filha com autismo, ela tem 8 anos. Conheço poucas mães de meninas no espectro. .Será muito bom trocara experiências.

    • Responder Fausta Cristina 1 de julho de 2016 at 09:36

      Olá Madalena
      Seja bem vinda então! Obrigada.
      Você pode entrar em contato comigo, adoro conversar e sempre aprendo muito!
      Pode ser por email (fausta.cris@gmail.com) ou pelo facebook Fausta Cristina Reis ou Mundo da Milena.
      Um grande abraço para você e para sua filha também!

  • Responder Mari 23 de setembro de 2016 at 23:42

    Fausta, adorei teu texto, ouvi também o áudio, só a leitura me pareceu pouco, então com o áudio consegui ver vc kkk. olha sou professora e tenho um aluno com 06 anos, diagnosticado com autismo, muito amoroso comigo e colegas, mas que não verbaliza nada. O que fazer para ajudá-lo. Abraços

    • Responder Fausta Cristina 25 de setembro de 2016 at 18:23

      Oi Mari

      Agradeço demais a leitura, a escuta, o elogio!!! Deus te recompense por me fazer feliz com suas palavras.
      Seu aluno tem sorte, você busca informação. Tem um livro que se chama Vejo e Aprendo, nele há muitas dicas dos apoios visuais que são fundamentais para uma criança com autismo, procure e se possível leia. Acho que vai te ajudar com idéias. Veja no Pinterest (não sei se conhece, se não pesquise) há muitas sugestões de atividades também. Estou ampliando o manual da Milena e traduzindo o material da escola de Londres e até o fim do ano espero disponibilizar aqui no blog.
      Enquanto tudo isso não vem pra tua mão, não tenha dúvida que seu carinho e compreensão vai abrir portas e criar pontes. No fim, se ele se sentir acolhido ele mesmo vai te mostrar o caminho.
      Parabéns pela postura! Um super abraço!!!!

  • Responder Carlos Romero 30 de outubro de 2016 at 21:56

    Olá, cheguei aqui pelo UOL.
    Parabéns pelo blog, especialmente por este maravilhoso post.
    Tenho um sobrinho com autismo e suas palavras vieram esclarecer, elucidar e confortar o meu espírito.
    Jamais usarei as frases que você mencionou, em qualquer situação, com qualquer pessoa. E também não terei tolerância nenhuma em ouvi-las de alguém.
    Obrigado por compartilhar.

    • Responder Fausta Cristina 5 de novembro de 2016 at 08:48

      Oi Carlos

      Obrigada por deixar registrada sua impressão. Fico feliz e me dá o retorno que faz compensar o tempo dispendido na manutenção do blog :] E olha que meu blog é simples e modesto… o seu site é enorme, quanto conteúdo interessante! Parabéns! Vou procurar acompanhar.
      Um abraço

  • Responder Priscila de medeiros 25 de fevereiro de 2017 at 23:24

    Olha Fausta…de tudo que o autismo traz…O pior é o preconceito das pessoas…Os julgamentos…
    Mas suas dicas foram ótimas. ..Vou prática- las… Bush. ..Obrigada por tudo

    • Responder Fausta Cristina 9 de março de 2017 at 16:44

      Concordo com você plenamente Priscila

      Sem o preconceito o peso seria muito menor!!!
      Se todos acreditassem no potencial de toda e qualquer pessoa com deficiência, o mundo seria outro!

    Deixe seu comentário