7 anos

Muita coisa para contar

Milena foi dama de honra de uma de suas terapeutas queridas, a Amanda. Foi incrível o quanto ela curtiu este momento. Desde a prova do vestido até o ensaio e a entrada na igreja. No ensaio ela pulou, aprontou, mas quando chegou o dia eu tinha que repetir sem parar a história de que ela ia entrar na igreja, sem pular, devagar, blá, blá, blá. E assim foi que ela fez. Deu um show de civilidade e encantou a todos, a outra garotinha apressou-se e puxou Milena pela mão, pois por ela, o ritmo teria sido lento, perfeito. Ao lado do altar ela ficou de pé, em silêncio por mais de vinte minutos, é ou não é para esta mãe aqui se encher de orgulho?

No dia de devolver o vestido ela arranjava a cada dez minutos uma desculpa para não fazê-lo, dizia que a loja iria fechar, que o vestido tinha rasgado e que precisa costurar, que a moça não queria mais o vestido ou então que ia levar o vestido para Uberaba para a vovó Magna bordar 🙂 Linda demais, aceitou numa boa fazer a devolução.

Como prometido, aqui está o vídeo com uma das filmagens que fiz mostrando que a interação social da Milena é muito boa, mas que, quando se trata de brincar com crianças, ela fica perto, mas não consegue participar das brincadeiras. Quem não estiver atento, talvez não perceba, mas o isolamento em graus mais leves de autismo é assim, muito mais uma dificuldade de partilhar, interagir do que um ostracismo, um isolamento como imaginamos.

Brasília

Minha outra novidade foi minha ida à Brasília para participar da Audiência Pública no Senado Federal, foi um momento histórico e de muita emoção. Choramos muito com os relatos e eu, particularmente gritei, aplaudi, não consegui ficar quieta diante das reivindicações por atendimento adequado e políticas públicas destinadas à pesquisa, diagnóstico precoce e terapia multidisciplinar. Acho que não é nenhum momento milagroso onde tudo vai mudar amanhã, mas sem dúvida fizemos com que o poder público começasse a se preocupar com a causa.

Ainda preciso falar do carinho gostoso de abraçar minhas amigas Karla e Luiza (blog do Lu), que levaram faixas, cartazes e o Lú para Brasília, minha musa Sérgia que foi de Belém para Brasília, a quem eu sonhava em abraçar há anos, Iranice da Mão Amiga que pude rever e abraçar.

Enfim, abraços, carinho, afeto sincero tudo junto misturado pelo autismo.

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