7 anos

Muitas felicidades

Organizamos dois momentos de parabéns para a Mi. Com minha família, num jantar em casa e com a turma da escola, ela passou uma tarde na sorveteria. “Parabéns para você” é uma música presente no repertório da Mi desde sempre, ela canta muito em frente ao espelho e adora participar dos aniversários. Este ano foi surpreendente o quanto ela curtiu. Foi como: chegou a minha vez, este é o meu parabéns. Em casa tivemos que cantar quatro vezes, a música e os complementos! Ela quis ficar em cima de uma cadeira, como se fosse pequenina e o melhor de tudo foi ver o seu sorrisão estampado no rosto, ela era só alegria!

O fim de semana me trouxe várias oportunidades de observar a Milena interagindo com outras crianças. Na sua turminha de escola, as crianças a chamam para a brincadeira e a mantém participando, uma graça. Estivemos também em um bar à noite e eu inclusive filmei, vou postar no youtube mais tarde e no próximo post deixo o link para que vocês vejam. Ela fica o tempo todo perto das crianças, chega, pergunta o nome, a idade (ela faz isso o tempo todo com todo mundo que vê) e até chama a criança para brincar, mas aí trava, pois a criança quer mais interação, quer brincar de pique e pega por exemplo, ou de bola e ela não consegue manter esta atenção ou não entende as “regras”. De repente para o que está fazendo e vai perguntar sobre a pulseira, ou a blusa e a outra criança se desinteressa logo. Aí ela acaba sozinha…

Niver7anos

Sempre me aproximo e fico vendo o processo de longe, quando trava eu já chego e explico que ela é especial, diferente, mas que ela gosta de participar, embora não consiga fazer igual a todo mundo. A maioria das vezes, tem uma ou outra criança que permanece ao lado dela e tem mais paciência, mas se tiver um adulto na área, Milena irá se aproximar do adulto para ficar perguntando.

Dá uma dor no peito quando a vejo olhando as outras crianças brincando. Eu sei que ela quer brincar, só não sabe como. Posso brincar junto, mas ela me manda ir embora pois percebe que as outras mães não estão, a dela também não pode estar. Ela não aceita ajuda facilmente, pede para não ajudar, pede para fazer sozinha, mas não consegue na maioria das vezes. Eu fico sem saber como agir, pois é muito bom que ela queira ser independente, mas ela precisa entender que a ajuda faz com que o aprendizado ocorra. Este foi um problema na escola este ano, ela não aceitava a ajuda da acompanhante, queria escrever e queria que fosse igual a dos amigos, não aceitando suas atividades diferenciadas. O que aconteceu? Atrasou muito a sua aprendizagem. Ela não sabe ler ainda e escreve muito mal – grande parte das pessoas com autismo apresentam disgrafia, a dificuldade de escrever – ano que vem, ela estará no segundo ano e não haverá tatos momentos lúdicos, a turma toda já interpreta texto, resolve probleminha e ela ainda está aprendendo a ler, no entanto, insiste em querer escrever não mais a letra de imprensa ou caixa alta, ela quer escrever a cursiva, como o resto da turma.

Ano que vem teremos novos e grandes desafios, mas quando penso que isso pode ser difícil olho para este sorriso lindo estampado nestas fotos e me animo pensando que tudo é possível.

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