6 anos

De volta à rotina

Cheguei de viagem e a ansiedade em ver minha Mileninha fez com que a viagem parecesse mais longa. Fui a primeira passageira a sair no desembarque e para minha surpresa ela e Tatá não estavam esperando, liguei e elas estavam em outro canto do aeroporto, quando vieram a meu encontro eu vi Milena lá de longe e me procurava olhando para cada pessoa que passava por ela, me agachei e abri os braços, mesmo sabendo que a possibilidade de receber um abraço naquele momento era remota. Quando ela me viu seu rostinho se iluminou, mas ela não correu, veio no mesmo passo e assim que se aproximou começou com suas perguntas adoráveis e eu fiquei pedindo um abraço que acabei conseguindo só na hora do almoço já em casa. Milena se aproximou, pediu para sentar no meu colo, se aconchegou e disse: – mamãe, tava saudade cê… Pronto, meu mundo ficou inteiro o cor de rosa neste momento.

Ela se comportou muito bem na minha ausência, com exceção de uma ou outra crise em que eu era acionada pela Tatá e falava com ela ao telefone, ela conseguiu lidar com minha ausência, graças ao longo preparo que fizemos ambientando ela aos poucos a esta mudança tão brusca de rotina. Falávamos pelo MSN e ela ficava muito feliz, perguntava pelos seus presentes e eu tinha que deixar o que comprava para ela à mão, pois era nos presentes que ela concentrava nossos diálogos.

Até retomarmos a rotina ela fica um pouco mais agitada, mas este é um preço muito pequeno a ser pago diante desta maturidade que ela demonstrou com a minha viagem. É verdade que temos que dar os devidos créditos ao empenho e dedicação de minha filha Thamires. Ela foi uma mãe postiça perfeita, e agora resta fazer o movimento oposto e ir aos poucos trabalhando o distanciamento da duas pois agora, Milena não aceita se separar dela por nada, claro. Ela chegou a perguntar em uma das nossas conversas pelo computador: – Tatá é minha mamãe agora? E se divertiu muito quando eu gritava: -NÃO!!!! Sua mamãe sou eu menininha!

Muito gostosa a sensação de que a vida segue seu curso, pois existem momentos que nos fazem pensar que não será assim. O momento do diagnóstico, os vários momentos de crise, o período onde a comunicação não acontecia, os problemas com escolas e pessoas preconceituosas, enfim, aquele céu carregado da tempestade que nos faz esquecer por um momento que o céu azul está lá com o sol, só esperando as nuvens se dissiparem.

Beijos a todos vocês visitantes ilustres e queridos!!! Bom estar de volta.

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