Imagem mostra barriga de uma mulher grávida de lado e as mães da mulher tocando a barriga.
5 anos, Conscientização, Reflexões

Mãe geladeira

É engraçado o quanto nos orientamos por valores, crenças e costumes que, muitas vezes, nem questionamos. Algumas das nossas verdades não significam nada se as fizermos passar pelo crivo da razão. Lembro que quando criança eu não podia comer manga pois fazia mal se depois eu viesse a comer algo com leite, com carne, com ovo… Hoje em dia, ainda encontramos pessoas com esta crença, mesmo que um nutricionista explique, a resistência da pessoa continua.

Uma ideia arcaica

Por um tempo breve, na história recente da “descoberta” do Autismo, acreditou-se que o Autismo se desenvolvesse pelo fato da mãe ser fria, ou da falta de cuidados e carinho por parte dos pais. Lamentavelmente, ainda existem defensores desta ideia absurda. Não é raro quando digo que sou mãe de uma criança com Autismo que eu enfrente o olhar ignorante e acusador. Isso não me afeta, não me abalo nem um pouco. Mas não posso deixar de pensar no sofrimento de pais e mães que tiveram que vivenciar o auge desta teoria e sentiram o preconceito na pele, somado à dor de terem seus filhos sofrendo sem saber como ajudá-los.

Como faço uma pós-graduação e convivo muito com psicólogos, tenho contato com muitos profissionais desinformados, como aconteceu recentemente. Uma professora me “gelou” durante toda sua aula e me deu algumas indiretas. Em compensação, em outras ocasiões, mestres como a Dra. Eloísa Fagali, com quem tive o prazer de conviver no último fim de semana, lavam a alma dos pais ao dar uma aula de vida falando sobre Autismo com respeito e conhecimento de causa.

Converse sobre o Autismo

Só se quebram paradigmas com conhecimento e informação, para isso conto com meus visitantes queridos. Que se fale mais sobre o Autismo, síndrome que cresce assustadoramente em número de diagnósticos e que desafia a todos para encontrar maneiras de melhorar a vida destas famílias.

Minha linda menina, falante e carinhosa me desafia com seus comportamentos repentinos e inadequados. Mas ela não me deixa esquecer que preciso falar sobre isso pra quem puder ouvir para que uma nova forma de entender o autismo seja estabelecida nas mentes e corações. O Autismo faz com que a pessoa seja diferente, mas não melhor ou pior. Ele limita, mas não impede o caminhar, e acontece apesar do ambiente e dos cuidados. Todos que já sabem disso que falem sempre que possível e logo, logo conviver com as diferenças será uma questão muito mais natural.

Beijos a todos e uma boa semana!

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