Mãos dadas.
3 anos, Maternidade

Imposições

631-amiguinhusssssssssComo já disse por aqui eu e a Milena estamos amargando a saudade do papai que está no Vietnã há três semanas. Meu filho mais velho foi prestar vestibular em Minas e minha cunhada (tia-madrinha que a Mi ama – e nós também), que estava fazendo um estágio de três meses aqui no Rio, foi embora. Com a casa vazia e tantas despedidas, Milena adoeceu – já estava há mais de um ano sem ter nada… Voltou a bater na cabecinha, o intestino novamente só funciona à base de chá laxante… Enfim, o corpo fala o que a boquinha ainda não consegue expressar.

Apesar de doentinha, como a Milena é uma garotinha muito forte e muito saudável, já está por aqui pulando na ponta dos pés! Só sobrou aquela tosse característica e um narizinho escorrendo e mesmo assim ela está linda. Os momentos de birra estão presentes e penso o quanto seria difícil lidar com eles se não soubesse que faz parte do quadro. A imposição NÃO funciona definitivamente. Tem hora que perco a paciência e quando não dá tempo de disfarçar a minha raiva (não sou de ferro) ela faz um biquinho, chora e o mau humor se instala. Reconstruir um clima de harmonia nestas horas é muito mais difícil.

Tudo a seu tempo

Por tudo isso sou outra mãe e penso se não teria sido uma mãe melhor se tivesse sempre agido assim. Mas é tão complicado, tão difícil… É tão mais cômodo mandar e impor obediência. Estabelecer limite, limite, limite sempre de forma autoritária e pronto.

Mas é gratificante ver o quanto ela é obediente. Mesmo sem palmadas, sem castigo, sem tantos nãos. É nessa hora que o fato de eu ter o meu tempo dedicado em função dela conta. Não ter pressa, dar conta de esperar que ela queira sair do elevador, que ela fique um pouco mais no banho, que ela volte pelada pra sala depois de já ter ensaiado entrar no banho quatro vezes. Na rua? Se ela insiste que não quer me dar a mão eu tenho que fazê-la compreender a necessidade disso. Deixo ela livre um pouco, espero e brincando vou retomando a mãozinha, fazendo trenzinho, cantando até que ela ache divertido me dar a mão.

Em compensação tenho uma filha feliz que se desenvolve a cada dia. Que é carinhosa e confia em mim. Quer coisa melhor que isso?

Um beijo enorme em todos os corações e boa semana apesar da ressaca/luto pós-copa!

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