Quatro meninas em perspectiva. A menina que está no primeiro plano está observando as meninas no segundo plano que apontam para ela.
3 anos

Brincadeiras de um lado, preconceito do outro

Olá! Hoje já é sábado e nem acredito que fiquei mais de uma semana sem “falar” com vocês…

Meu amigo Beto Oliveira de Uberlândia, nos fotografou com seu click profissional

Meu amigo Beto Oliveira de Uberlândia, nos fotografou com seu click profissional

Milena tem estado muito carinhosa. 🙂 Esta semana ela foi convidada para brincar na casa de uma colega da escola. Fiquei emocionada! Ela não brincou, não interagiu como a garotinha esperava, mas era evidente que ela adorou a situação. Passou boa parte do tempo no meu colo, mas quando veio para casa veio falando: “mamãe, Sala (Sarah é nome da coleguinha)” e continua falando tendo se passado três dias. São conquistas. Todo pequeno passo, toda novidade, cada nova palavra é motivo de comemoração. BOM DEMAIS!

Por outro lado, na escolinha também, quando eu estava saindo com ela pela mão ouvi uma garotinha dizendo para a outra: “ela não fala, ela não fala ha ha ha” – daquele jeito de criança que fala zombando… Me lembrei de um amigo na reunião da Associação Mão Amiga dizendo: “criança quando quer é um bichinho cruel”.

Eu já passei por situações terríveis na escola por ser magra demais quando era garota. Sei o quanto elas podem ser cruéis, principalmente, quando em um grupo. Apesar de ser uma situação a que todos estão expostos, não posso dizer que fico tranquila ao ver minha pequeninha tão ingênua sem entender o que eles estão falando e ainda sorrindo para a garota que gritava.

Conversando sobre Autismo

Eu poderia ter voltado e explicado para a garotinha que Milena não fala – AINDA – e que ela é sim, diferente, especialmente linda. Mas não era o momento. Saída das turmas, muita gente em volta… Tomei a decisão de que vou pedir na escola um espaço para falar com as outras crianças e com os pais, se possível. Pode até ser que eu a exponha ainda mais, mas quem sabe não consigo fazer com que aquelas crianças “adotem” minha filha como uma coleguinha diferente que precisa da compreensão deles? Já vi muitos pais relatando experiências assim.

Bom evitando textos longos demais, respeitando a atual falta de tempo de todos, vou parando por aqui. Volto a semana que vem contando mais sobre o quanto minha linda garotinha está progredindo.

Fiquem com uma mensagem que recebi da minha amiga Leide e que fala um pouco deste compartilhar…

Uma dor compartilhada
deixa de ser paralisante, e torna-se
mobilizadora; uma vez compreendida
pode ser uma forma de libertação.
Quando conscientizamo-nos de que
não temos de fugir das dores, mas
admiti-las como parte necessária da
vida, essas mesmas dores deixam
de ser expressões de desespero e
passam a ser sinais de esperança.

Henry Nouwen

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