Pés descalços tocando a grama.
3 anos, Comportamento

Dificuldades motoras

Desde o início, quando nasceu a vontade de fazer um blog, a minha intenção era registrar os fatos marcantes da rotina da Milena, como um diário. Já fazia isso, mas sem a frequência que merecia. Por isso este será o cantinho onde vamos registrar nossas experiências mais significativas.

Ainda no sábado, dia 04 de março, fomos nos encontrar com nossos amigos Wanya e família na Quinta da Boa Vista. Um lugar lindo que foi residência do imperador no século XIX. Estendemos uma toalha em um cantinho cheio de belas árvores e Milena – estranhando a toalha – sentou inicialmente só no meu colo. Até aqui tudo normal. Mas quando ela se levantou para andar um pouco e percebeu que o chão era irregular, fechou as mãozinhas, tampou os ouvidos e começou a chorar. Eu estava afastada e comecei a falar com ela. Até que o caçulinha da Wanya, o Vinícius, passou perto dela e ela agarrou seu braço para se apoiar. Após alguns segundos, o papai apareceu e ajudou-a a entender o chão onde estava pisando. Entretanto, ela só se locomoveu no lugar segurando a mão de alguém.

Na praia, minha lindinha já acostumada. Corre pra todo lado sem problemas com o terreno irregular. Mas quando se trata de um lugar diferente ela não se dá bem nem com o piso de cores contrastantes nem com o chão irregular. Fica insegura e desequilibra com facilidade. Parece que falta chão, que ela está à beira de um abismo.

Pequeno susto

Agora de manhã, estávamos indo para a fisioterapia e notei após alguns minutos de caminhada que Milena estava imóvel e em silêncio no carrinho (quando a distância é grande nós a levamos de carrinho pois ela não caminha muito tempo, pede colo e ela tá muito pesada). Eu então parei o carrinho e me abaixei para ver o que estava acontecendo. Ela estava com o olhar parado e distante, chamei-a pelo nome e nada. Passei a mão na frente de seu rosto e nada. Achei muito estranho e fiquei com medo, pois isso nunca tinha acontecido. Depois de quase um minuto, quando sacudi seus braços, ela me olhou e disse: bo bom? (tudo bom?). Respirei aliviada e segui o meu caminho.

Em contrapartida, na fisioterapia ela demonstra cada vez mais compreensão de todas as instruções e sequências das atividades. Fala palavras novas, responde, pergunta na linguagem dela, mas se faz entender sempre. BOM DEMAIS!!!

É isso, um beijo e uma excelente semana para todos nós.

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